PAGODEIRO

Antes do Senado, Cleitinho cantava pagode e atendia por “Cleitinho Elétrico”

Mineiro dividia a rotina entre o sacolão da família, shows em Divinópolis e vídeos de crítica política antes de conquistar mais de 4,2 milhões de votos

Publicado em 05/08/2026 às 09:03
Compartilhar
 (Foto/Reprodução)

(Foto/Reprodução)

Em meio ao vaivém sobre a disputa pelo Governo de Minas, uma fase menos conhecida da trajetória do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) voltou a chamar atenção. Antes de ocupar cargos públicos e alcançar projeção estadual pelas redes sociais, ele cantava pagode em bares e eventos de Divinópolis sob o nome artístico de “Cleitinho Elétrico”.

O parlamentar voltou ao centro do noticiário político nesta semana. Na segunda-feira (3), anunciou que não concorreria ao governo mineiro. No dia seguinte, mudou novamente de posição e pediu, durante a convenção nacional do Republicanos, autorização para disputar o cargo. O apelo, porém, foi rejeitado pela direção do partido.

Natural de Divinópolis e registrado como Cleiton Gontijo de Azevedo, Cleitinho cresceu trabalhando no sacolão de verduras da família. Paralelamente, dedicou-se à música e foi vocalista do grupo de pagode Brotos do Samba, antes de seguir carreira solo como Cleitinho Elétrico.

A política começou a aparecer ainda durante as apresentações. Em discurso feito na Assembleia Legislativa de Minas Gerais em 2019, o próprio Cleitinho contou que cantou profissionalmente durante cerca de dez anos e costumava aproveitar os shows e videoclipes para criticar políticos e abordar problemas sociais.

Segundo o relato do senador, a exposição política começou a prejudicar a agenda musical. Ele afirmou que contratantes deixaram de chamá-lo e que lideranças da região chegaram a pressionar organizadores para impedir novas apresentações. Não há comprovação independente dessas acusações; trata-se da versão apresentada pelo próprio parlamentar.

Com menos espaço nos palcos, Cleitinho intensificou a produção de vídeos para a internet. Paródias, críticas aos gastos públicos e gravações feitas ao lado de familiares ajudaram a ampliar sua popularidade em Divinópolis. A linguagem simples, o tom informal e a exposição constante nas redes sociais se tornariam, mais tarde, as principais marcas de sua atuação política.

Ainda conforme o relato feito por ele na Assembleia, o irmão gêmeo, Gleidson Azevedo, passou a incentivá-lo a disputar uma eleição após perceber que moradores confundiam os dois e pediam que Cleitinho se candidatasse. O senador também atribui parte da decisão a uma fala do apresentador Ratinho, que teria questionado por que pessoas insatisfeitas com os políticos não concorriam a cargos públicos.

A estreia nas urnas ocorreu em 2016. Cleitinho foi eleito vereador de Divinópolis com 3.023 votos, tornando-se o terceiro candidato mais votado da cidade. Dois anos depois, chegou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e, em 2022, conquistou uma vaga no Senado com 4.268.193 votos, equivalentes a 41,52% dos votos válidos.

A trajetória entre o sacolão, os shows de pagode e as redes sociais ajuda a explicar a forma como Cleitinho construiu sua imagem pública. Mesmo depois de trocar o nome artístico e os palcos pelo mandato parlamentar, ele preservou a comunicação direta e performática que o tornou conhecido como “Cleitinho Elétrico”.

Com informações de O Regionalzão

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Logotipo JM OnlineLogotipo JM Online

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

Logotipo JM Magazine
Logotipo JM Online
Logotipo JM Online
Logotipo JM Rádio
Logotipo Editoria & Gráfica Vitória
JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por