Medicamento experimental, sem hormônios, pode impedir a fecundação por até oito horas; testes iniciais foram realizados em animais.
Uma pílula anticoncepcional masculina experimental poderá oferecer uma nova alternativa para a prevenção da gravidez. Desenvolvido por pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, o medicamento foi projetado para ser tomado cerca de 30 minutos antes da relação sexual e pode impedir a fecundação por um período de seis a oito horas.
A proposta é que o método atue sem utilizar hormônios e permita que a fertilidade masculina retorne ao normal após algumas horas. A novidade pode ampliar as opções contraceptivas e contribuir para dividir a responsabilidade pelo planejamento familiar entre homens e mulheres.
Como funciona a pílula masculina?
O composto bloqueia temporariamente a ação de uma enzima chamada adenilil ciclase solúvel, conhecida como sAC. Essa enzima é essencial para que os espermatozoides consigam se movimentar e alcançar o óvulo.
Com o bloqueio da sAC, os espermatozoides perdem temporariamente a capacidade de avançar pelo sistema reprodutivo feminino, o que pode impedir a fecundação.
Quando o medicamento estará disponível?
Os resultados iniciais foram obtidos em estudos com animais. Portanto, o medicamento ainda não está disponível para uso e não há previsão de chegada às farmácias.
Os pesquisadores receberam US$ 8,2 milhões em financiamento para realizar estudos de segurança e avançar em direção aos primeiros testes em seres humanos. A eficácia e a segurança da pílula ainda precisam ser confirmadas em estudos clínicos antes de uma eventual aprovação.
Atualmente, os principais métodos contraceptivos masculinos disponíveis são a camisinha e a vasectomia.