Os advogados de Antônio Lerin (PSB) e Hélio Massa (PSB) já protocolaram recurso no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais
Os advogados de Antônio Lerin (PSB) e Hélio Massa (PSB) já protocolaram recurso no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Eles objetivam a reforma da sentença dada pelo juiz eleitoral Fabiano Rubinger de Queiroz que julgou improcedente ação eleitoral que acusa Paulo Piau (PMDB) e Almir Silva (PR) de abuso de poder econômico e compra de votos na eleição municipal deste ano.
Flávio Roberto Silva e Rodrigo Ribeiro Pereira, os advogados que assinam a apelação, ressaltam que a coligação dos candidatos acusados comunicou oficialmente ao Cartório Eleitoral de Uberaba os nomes de aproximadamente 130 fiscais que trabalhariam no dia do segundo turno das eleições, no entanto, a defesa teria confessado ter planejado a contratação de 1.437 fiscais, embora tenham efetivado o pagamento de 828 fiscais. Revelam ainda que essa relação nominal apresentada em juízo é diferente da apresentada à Justiça Eleitoral. A acusação destaca que através da numeração dos cheques juntados no processo, no dia 28 de outubro, foi demonstrado que a coligação de Piau emitiu 2.214 mil cheques e inclusive, os nomes das testemunhas ouvidas em juízo constam na lista de pessoas que receberam os cheques de R$ 50.
A acusação lembra que em juízo, pessoas apresentadas como fiscais pela Coligação de Piau, afirmaram em depoimento que não trabalharam, não tiveram preparo para a função “e ainda foram orientadas a pedir voto para os candidatos nas imediações dos locais de votação”, recebendo o pagamento em sala, cedida pela diretora, dentro da escola. Destaca o fato de os nomes nos cheques terem sido preenchidos à caneta e não a maquina.