A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (27/2) a manutenção da bandeira tarifária no mês de março. Com isso, não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia do consumidor - como havia ocorrido em fevereiro.
"Houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro e a consequente elevação do nível dos reservatórios das usinas. Essa condição favoreceu a continuidade da bandeira verde para março", afirma a Aneel.
Em nota, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) comemorou a decisão e afirmou que a manutenção da bandeira verde contribui para dar previsibilidade ao setor produtivo e aliviar pressões sobre os custos industriais, em um momento que ainda demanda cautela no ambiente econômico.
“Ainda assim, é importante manter atenção aos próximos meses, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño no final de março, que podem influenciar o regime de chuvas e as condições de geração, elevando o risco de mudança na bandeira tarifária”, alerta Sérgio Pataca, coordenador de Mercado de Energia da Fiemg.
Custos extras
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas Bandeiras.
Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.
Anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias para o ciclo seguinte.
Os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.
Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.
Fonte: O Tempo.