GERAL

Anvisa aprova venda de autoteste de HIV nas farmácias

Presidente do Stiquifar, Maria das Graças Carriconde, comemora a aprovação e garante que irá cobrar das empresas locais o cumprimento das normas

Letícia Morais
Publicado em 26/11/2015 às 16:16Atualizado em 16/12/2022 às 03:10
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A venda de teste para detecção do vírus HIV foi autorizada no dia 20 deste mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O modelo aprovado é parecido com os testes comercializados nas farmácias para detectar a gravidez. A pessoa pode fazer o teste sozinha, em casa. Além disso, a nova medida aceita que fabricantes de testes solicitem registro para venda dos produtos no Brasil, o que não era permitido até então.

A nova norma foi comemorada pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região (Stiquifar), Maria das Graças Carriconde, que destacou, porém, a importância de já ter sido aprovada em outra época. “Acho que estão fazendo isso tardiamente. No passado fomos modelo no tratamento gratuito. Por isso, acredito que (a decisão) já poderia ter sido tomada há muito mais tempo, até para facilitar, assim como no caso de medicamentos para diabetes e hipertensão. Todas são prioridades e fazem parte da saúde pública”, avaliou.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que 20% das pessoas que vivem com HIV e Aids no Brasil ainda não receberam o diagnóstico. Ainda existem inúmeros impasses quando o assunto é a liberação do autoteste. Nesse sentido, destaca-se o resultado falso-positivo ou falso-negativo, que causaria danos aos possíveis portadores.

Maria das Graças acredita que é preciso cobrar o investimento no autoteste por parte das empresas locais. “Se não houver uma unidade do movimento sindical para cobrar, a situação vai ficar inócua. Mas cabe a nós, da sociedade, enquanto organizações sociais, sindicais e associações, cobrar. Medidas como essa são para dar qualidade de vida, preservar e alongar vidas para os possíveis contaminados. Existe uma incidência grande e uma divulgação hoje bem menor do que no passado e a exposição está grandiosa”, afirma a sindicalista.

Estratégias. Segundo a presidente, será necessário verificar os mecanismos da medida para só então conseguir cobrar das empresas um posicionamento. “Temos instrumentos coletivos que a gente negocia e temos demandas que fazemos de forma individualizada. Como é uma medida que está surgindo agora, possivelmente, iremos criar uma estratégia de cobrança direta e tentar fazer que elas cumpram isso”, finaliza.

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