Em 2018, os trabalhadores mais pobres precisaram aguardar, em média, seis anos a mais para conseguirem se aposentar e só receberam metade do benefício dos demais trabalhadores. Aqueles que solicitaram ao INSS aposentadoria por tempo de contribuição no ano passado tinha 54,6 anos, em média, e ganhado cerca de R$1.984,75. Os dados foram fornecidos pela Secretaria de Previdência ao Estadão/Broadcast.
Conforme os dados, os segurados que requereram o benefício por idade tinham, em média, 61 anos e receberam R$969,08.
Exige-se 35 anos de contribuição de homens e 30 anos de mulheres para aposentadoria por tempo. No caso de professores e policiais, os requisitos são flexibilizados e eles têm um desconto de cinco anos.
Em função de os mais pobres enfrentarem mais dificuldades para permanecer tanto tempo no mercado de trabalho formal, com carteira assinada e vinculado ao INSS, a modalidade é encarada como “típica” da camada mais favorecida da população. O restante acaba se aposentando por idade, com exigências de 65 anos para homens, 60 anos para mulheres e tempo mínimo de 15 anos de contribuição.
O Brasil é um dos poucos países que ainda mantém aposentadorias por tempo de contribuição, sem que haja fixação de idade mínima para requerer o benefício. Contudo, essa modalidade pode acabar, já que é um dos principais alvos da reforma da Previdência, que ainda está sendo articulada pela equipe econômica.
O Governo sinaliza propor a criação de idades mínimas, provavelmente nos mesmos patamares que estão na proposta que tramita no Congresso Nacional, de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.
*Com informações do Jornal O Tempo