Expectativa é que o mercado receba 35 novos empreendimentos até o fim do ano e, mesmo assim, o número continua baixo diante das oportunidades que o Brasil oferece
O mercado de shopping centers ainda tem muito espaço para crescimento no país, é o que aponta a pesquisa Munic 2012, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com o levantamento, apenas 6,3% dos municípios do país contam com esse tipo de empreendimento. Ainda que a expectativa de inaugurações até o fim deste ano seja alta, se comparada aos anos anteriores, pois até o fim de 2013 estão previstos 35 novos complexos de acordo com a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), o número continua baixo diante das oportunidades que o Brasil oferece.
Embora exista muito espaço para crescimento, o estudo também indica que as cidades com mais de 500 mil habitantes concentram a maior parte dos empreendimentos, pois 92% delas já contam com pelo menos um centro de compras. O executivo Felipe Fulcher, sócio e presidente da 5R Shopping Centers – empresa especializada na prospecção, planejamento, desenvolvimento, comercialização e administração de complexos –, explica que a população é um dos principais indícios para nortear os investimentos em determinado município. “Nosso modelo de negócios é focado em cidades que tenham acima de 200 mil habitantes”, comenta. É o caso de Uberaba, onde o grupo 5R investe no Praça Uberaba Shopping Center, em construção na avenida Leopoldino de Oliveira, e com previsão de inauguração para o segundo semestre do ano que vem.
O Sudeste apresenta o maior percentual de participação, pois 9,5% das cidades na região dispõem desses complexos, seguido respectivamente pelo Sul com 7,1% e pelo Centro Oeste com 6%. Nestas regiões, além de Uberaba, as cidades de Americana (SP), Piracicaba (SP), Uberlândia (MG), Rio Grande (RS), Porto Alegre (RS) e Alvorada (RS) vão receber empreendimentos do grupo 5R. Já os dados do Nordeste e do Norte revelam porque têm atraído tantas empresas do segmento, pois apenas 3,5% e 3,1% das cidades nesses locais, respectivamente, contam com shoppings. “O crescimento da economia e a escassez de empreendimentos para atender à população têm motivado vários lançamentos nessas duas regiões”, explica Fulcher.