Dados do Instituto Locomotiva apontam ainda que cerca de 17 milhões de pessoas usam algum aplicativo regularmente para obter renda
Com o desempenho tímido da economia após a recessão e o mercado de trabalho ainda custando a se recuperar, os aplicativos de serviço se tornaram o maior “empregador” do país. Serviços como Uber, 99, iFood e Rappi integram quase 4 milhões de trabalhadores autônomos, que usam as plataformas como fonte de renda. Se fossem reunidos em uma única folha de pagamento, ela seria 35 vezes mais longa do que a dos Correios, maior empresa estatal em número de funcionários, com 109 mil servidores.
Os aplicativos representam mudanças nas ofertas de serviços e acompanham transformações significativas nas relações de trabalho. Esses 3,8 milhões de brasileiros que trabalham com as plataformas representam 17% dos 23,8 milhões de trabalhadores nessa condição, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no trimestre até fevereiro. Para um autônomo, o ganho gerado com os apps acaba se tornando uma das principais fontes de renda.
Dados do Instituto Locomotiva apontam ainda que cerca de 17 milhões de pessoas usam algum aplicativo regularmente para obter renda - essa conta inclui trabalhadores autônomos, profissionais liberais e aqueles que têm outros empregos e usam o que ganham nas plataformas para complementar o salário.
Apesar de ser uma alternativa para os brasileiros que ficaram desempregados, essa nova organização do trabalho também é alvo de contestações na Justiça, que questionam se existe vínculo entre plataformas e profissionais.
*Com informações do Estadão