GERAL

Após cancelar leilão, Justiça coloca acervo do Lavoura em novo pregão

Entre os bens a serem leiloados do Lavoura e Comércio está a coleção histórica do 3º jornal mais antigo do país, abrangendo os 104 anos de circulação do vespertino

Daniela Brito
Publicado em 19/11/2013 às 00:56Atualizado em 19/12/2022 às 10:10
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Pela segunda vez, todo o acervo e os bens do extinto jornal Lavoura e Comércio serão levados a leilão judicial. O leilão acontece na próxima terça-feira (26), conforme prevê edital divulgado pelo juiz João Rodrigues dos Santos Neto, titular da Vara Empresarial, Execuções Fiscais de Títulos e de Registros Públicos. Os dezenove lotes estão avaliados em pouco mais de R$770 mil.   Entre os bens está a coleção histórica abrangendo os 104 anos de circulação do Lavoura e Comércio. Este acervo inclui todas as edições, contendo o primeiro exemplar, datado de 6 de julho de 1899, até a última edição, que circulou no dia 23 de outubro 2003.   No total, a coleção totaliza 27.500 edições encadernadas em 227 volumes. Este lote está avaliado em R$500 mil. Também previsto para ser levado para arrematação o lote onde consta todo acervo fotográfico do jornal, composto de aproximadamente novecentas mil fotografias - todas devidamente acondicionadas -, cujo lote está avaliado em R$200 mil. Este acervo fotográfico é considerado um dos mais importantes de Uberaba. O edital também prevê o leilão da marca “Lavoura e Comércio”, o terceiro jornal mais antigo do país. A marca está avaliada em R$17,5 mil.   Toda a coleção, a marca, móveis, maquinário e o arquivo de fotos foram vendidos em outro leilão judicial, realizado no dia 14 de dezembro de 2007, pelo valor de R$270 mil, para ser rateado entre os credores da massa falida. A compra foi feita pela empresa Rede Vitoriosa de Comunicação Ltda., de propriedade do senador Wellington Salgado (PMDB), mas acabou sendo contestada juridicamente pelos credores - ex-funcionários. Com isso, o leilão judicial foi anulado pela Justiça.   Em 2008, o Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Conphau) tentou tombar o acervo como patrimônio do município. Inclusive, o órgão fez até o Inventário de Proteção ao Acervo Cultural (Ipac), peça fundamental para propor o tombamento. No entanto, a Prefeitura de Uberaba não manifestou interesse em reverter o acervo para o Arquivo Municipal de Uberaba.

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