Evento marca os 30 anos de fundação da Superintendência do Arquivo Público (AP) de Uberaba. No evento, será abordada a importância da preservação da memória histórica e da organização dos arquivos documentais em cada órgão municipal. A solenidade acontece amanhã (4), a partir das 17h, na Praça Doutor José Pereira Rebouças, 650, conhecida também como praça da Mogiana.
Segundo a superintende do Arquivo Público, Marta Zednik, a programação contará com apresentação musical e homenagem à Uberaba. “O cantor Alexandre Guti irá fazer uma apresentação em homenagem à cidade, porque o arquivo público tem relação com a história de Uberaba. Depois, eu vou falar sobre a Superintendência, o significado do arquivo nesses 30 anos, quando ele foi idealizado, criado e toda a gestão até os dias atuais”, explicou.
Marta Zednik afirma que o arquivo é importante porque além de resguardar toda a documentação histórica do município, ele cuida dos documentos da Prefeitura, acompanhando e auxiliando na documentação de todas as secretarias municipais. “A gente fiscaliza e orienta as secretarias à organizarem essa documentação por meio de uma Comissão, de acordo com a lei, para quando ele chegar no arquivo não suma e esteja organizado. Por isso eu digo que o arquivo é a alma do município”, esclarece Marta.
Memória viva. Para Marta, todos os arquivos documentados no AP podem serem chamados de memória viva, porque são a história da cidade. “É uma memória trabalhada por meio de lançamento de revista, livros, projetos e ações educativas, onde trazemos escolas municipais, estaduais, particulares e universidades, que vem conhecer nosso acervo. A partir disso, eles se tornam vida, porque o documento não pode ficar parado na prateleira, a gente tem que dar vida para ele através de projetos e publicações”, afirma.
Arquivo Público receberá doação de relíquia do Lavoura e Comércio
O presidente do Fórum Permanente dos Articulistas, João Eurípedes Sabino, também participará da solenidade e fará a doação de uma relíquia pertencente à sede do jornal “Lavoura e Comércio”. “Trata-se de uma peça do assoalho com 20 cm de largura, um metro de comprimento e uns cinco centímetros de altura, que serviu de calço na antiga sede do jornal. Tive o cuidado de guardá-la após a demolição do prédio na Vigário Silva, em maio de 2012. Mandei coloca-la em um quadro e essa será a minha doação para o arquivo público”, contou.
A superintendente do arquivo público, Marta Zednik, revela que todo o acervo do jornal Lavoura e Comércio já se encontra no arquivo público, totalmente digitalizado. “O acervo será disponibilizado até o fim do ano para que toda a população possa acessá-lo via internet”, finaliza.