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Assassino da ex pega pena de 5 anos, mas ganha liberdade

Tribunal do Júri condenou ontem Gilvani Ferreira Rosa pelo homicídio da ex-mulher, a dona de casa Renata Sandrelly da Silva. O crime ocorreu no dia 19 de agosto de 2012

Daniela Brito
Publicado em 12/11/2014 às 21:35Atualizado em 17/12/2022 às 02:45
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Tribunal do Júri condenou ontem Gilvani Ferreira Rosa pelo homicídio da ex-mulher, a dona de casa Renata Sandrelly da Silva. O crime ocorreu no dia 19 de agosto de 2012 no Jardim Copacabana. A vítima foi morta com um golpe de peixeira na frente dos dois filhos do casal. No entanto, ele cumprirá a pena no regime aberto.

A defesa do réu, feita pelo advogado Cleber dos Santos Rosa, utilizou como estratégia a tese do homicídio privilegiado, ou seja, aquele que é cometido sob violenta emoção após injusta provocação da vítima. Já a acusação, desempenhada pelo promotor de Justiça Roberto Pinheiro da Silva Freire, buscava a condenação por homicídio simples. A pauta pertenceu à 2ª Vara Criminal.

O Conselho de Sentença acatou a tese da defesa e reconheceu a prática do homicídio privilegiado. O presidente do Tribunal do Júri, Fabiano Garcia Veronez, condenou o réu a cinco anos e dois meses de prisão no regime aberto. Segundo o advogado de defesa, o alvará de soltura será expedido nesta quarta-feira e Gilvani será colocado em liberdade. Quanto à decisão, ainda cabe recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Crime. Réu e vítima mantinham um relacionamento conturbado de aproximadamente oito anos. Seis meses antes, Renata havia saído de casa, levando os filhos. Ela também já havia pedido medida protetiva baseada na Lei Maria da Penha. No dia do assassinato, ela voltou para casa por não ter aonde ir e encontrou o réu alcoolizado. Ambos acabaram discutindo. Renata pegou uma pequena faca e, em tom de desabafo, disse que a vontade dela era matar o companheiro. O réu reagiu e, na frente dos filhos, pegou uma peixeira e desferiu três golpes contra a vítima. O filho de sete anos foi quem acionou a Polícia Militar. Renata chegou a ser encaminhada ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), mas não resistiu aos ferimentos.

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