O réu havia discutido horas antes com a vítima, que chamou um amigo para tirar satisfações. Os dois partiram para cima do réu e entraram em luta corporal
Alexandre Augusto Godinho foi absolvido ontem, em júri popular, pelo assassinato do braçal Alan de Paula e da tentativa de homicídio contra José Roberto Castro Carvalho. O julgamento, que pertenceu a 3ª Vara Criminal, foi presidido pelo juiz Elexander Camargo Diniz, do Programa Novos Rumos do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A vítima, de 20 anos de idade, foi morta com um golpe certeiro de faca no coração, na noite de 13 de janeiro de 1998, no bairro Mercês. No dia dos fatos, o réu também esfaqueou a perna de José Roberto.
Godinho, que é réu confesso, foi defendido pelos advogados Lucas Teixeira de Ávila e advogado Rodrigo Daniel de Resende. Eles utilizaram como tese a legítima defesa visto que horas antes do crime, Godinho discutiu por conta do isqueiro com José Roberto. Este chamou o braçal Alan para irem atrás do réu, no local conhecido por “Biquinha” para tomar satisfação com Godinho. Os dois partiram para cima do réu. Eles entraram em luta corporal, Godinho conseguiu tomar a arma de José Roberto e desferiu um golpe certeiro no coração do braçal. Outro golpe atingiu a perna de José Roberto – que sobreviveu ao ferimento.
A acusação foi realizada pela promotora Aimara de Brito que acolheu as alegações da defesa e pediu pela absolvição do acusado reconhecendo a tese da legítima defesa.
Esta foi segunda vez que Godinho foi submetido a júri popular. A primeira vez ele foi condenado a 13 anos e 2 meses de reclusão, em regime fechado. Como o resultado foi questionado e acabou sendo anulado, houve o novo julgamento ontem, quando o réu foi absolvido pelas duas acusações.