André Inácio de Albuquerque recorreu da decisão que o submeteu a júri popular pelo assassinato da estudante Jaquelaine Arruda Mamede
André Inácio de Albuquerque recorreu da decisão que o submeteu a júri popular pelo assassinato da estudante de jornalismo Jaquelaine Arruda Mamede. A apelação será remetida na próxima segunda-feira (19) ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Em sentença de pronúncia proferida pelo juiz Ricardo Cavalcante Motta, da 1ª Vara Criminal, André Inácio terá de ser julgado em júri popular por homicídio duplamente qualificado – motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
No entanto, a defesa, feita pela advogada Juliana Castejon, questiona esta decisão, através do recurso que tem como objetivo retirar as duas qualificadoras, sob a justificativa de serem incabíveis, tendo em vista que as agressões partiram da vítima. Consequentemente, houve o disparo, que, segundo o réu, em depoimento judicial, teria sido acidental.
A vítima foi morta no dia 17 de julho de 2014. Segundo a denúncia, André teria marcado um encontro com a vítima. Eles se encontraram no bairro de Lourdes e seguiram rumo à antiga avenida Filomena Cartafina. Lá, André deixou o carro e seguiu com o veículo da vítima em direção a um motel localizado nas proximidades. No trajeto, ele rendeu Jaquelaine e a levou ao canavial, onde ocorreu o assassinato.
A motivação do crime teria sido uma suposta chantagem que o auxiliar de produção estava sofrendo por parte da vítima, que também era garota de programa. Jaquelaine ameaçava contar à esposa do réu o programa que teria feito com ele meses antes, caso não pagasse o valor combinado.