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Ativista que defendeu direito de mulheres s dirigirem é condenada a 5 anos de prisão na Arábia Saudita

Publicado em 29/12/2020 às 16:12Atualizado em 19/12/2022 às 05:28
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Foto/Reprodução

Uma famosa ativista da Arábia Saudita que fez campanha pelo direito das mulheres de dirigir foi condenada a mais de cinco anos de prisão, nesta semana. 

Loujain al-Hathloul, 31, está presa em uma prisão de segurança máxima há mais de dois anos e meio.

Ela foi presa em 2018 junto com outros ativistas acusados ​​de ter contatos com "organizações hostis" à Arábia Saudita. Desde então, várias organizações a favor dos direitos humanos pedem sua libertação.

Apesar disso, o Tribunal Criminal Especializado Saudita, criado para julgar casos de terrorismo, a condenou por ameaçar segurança nacional e favorecer uma agenda estrangeira.

A sentença impõe cinco anos e oito meses de prisão. Dois anos e dez meses da pena foram declarados suspensos.

Al-Hathloul e sua família negam todas as acusações e afirmam que ela foi torturada na prisão, embora o Tribunal tenha rejeitado essas acusações.

A ativista foi detida semanas antes de as mulheres sauditas finalmente receberem permissão para dirigir em 2018, a causa que ela defendia.

As autoridades sauditas dizem que sua prisão não tem relação com isso.

Parentes da ativista disseram que ela foi mantida incomunicável por três meses após sua prisão e sofreu choques elétricos, chicotadas e assédio sexual. Eles dizem que foi oferecida a ela sua libertação em troca de declarações públicas negando que havia sido torturada.

Vários especialistas em direitos humanos afirmam que o julgamento não atende a padrões internacionais.

Em novembro passado, a Anistia Internacional condenou a transferência do caso para o Tribunal Penal Especializado, afirmando que isso expunha "a brutalidade e hipocrisia" das autoridades sauditas.

Loujain Al-Hathloul ficou ainda mais famosa por seu encarceramento do que por seu corajoso papel como ativista na campanha do direito de dirigir das mulheres sauditas.

Ela passou a simbolizar as violações dos direitos humanos que repetidamente lançam uma longa sombra sobre a tentativa da Arábia Saudita de realizar reformas econômicas e sociais, ao mesmo tempo que reprime dissidentes políticos com mão de ferro.

A sentença de Al-Hathloul inclui vários anos em espera e o tempo que ela já passou na prisão, o que implica que ela e outros ativistas podem ser libertados no próximo ano.

Isso poderia aliviar a pressão sobre a monarquia saudita, que, por outro lado, também não quer ser vista como se curvando a ditames alheios.

*Com informações do G1

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