Cartão de crédito foi apontado pela pesquisa como o principal tipo de dívida das famílias
O percentual de famílias endividadas em maio chegou a 64,3% e aumentou em relação a abril, quando o percentual alcançou 62,9%, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Os dados constam da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). As dívidas englobam cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro
e seguro.
A alta ocorreu também na comparação anual: em maio de 2012, 55,9% das famílias entrevistadas haviam declarado ter dívidas.
Apesar desse aumento, a assessora da CNC, Marianne Hanson, afirmou que o panorama identificado na pesquisa é positiv as famílias estão contraindo mais dívidas, porém estão mais otimistas em relação ao endividamento. “No ano passado, em maio, 13,9% das famílias disseram que estariam muito endividadas, e em maio deste ano, apenas 12,5%. E aumentou a proporção que se diz pouco endividada, que passou de 21,7%, em maio do ano passado, para 28,4%, em maio de 2013”, informou.
O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também aumentou na comparação mensal, mas caiu na comparação anual. O percentual de famílias inadimplentes alcançou 21,6% em maio, ante 21,5% em abril, e 23,6% em maio de 2012.
Ainda segundo a pesquisa, o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso apresentou trajetória semelhante, alcançando 7,5% em maio deste ano ante 6,7% em abril e 7,8% em maio de 2012.
A CNC citou as políticas de estímulo ao crédito e o aumento do crédito destinado à habitação como fatores importantes para o aumento do endividamento das famílias de forma positiva,
desde o segundo semestre de 2012. “O perfil do endividamento mudou. As famílias estão trocando o aluguel pelo financiamento da casa e elas percebem esse crédito habitacional como um investimento, e não como dívida. As dívidas com prazos mais longos e os juros mais baixos vêm impactando positivamente no perfil do endividamento”, concluiu a confederação, em nota.