BACTÉRIA COME-CARNE

Bactéria mata narcopiloto brasileiro que trabalhava para o homem mais procurado da Colômbia

Foragido desde 2022, Márcio Uebel Hübner foi encontrado em estado grave em um hospital colombiano após infecção que provoca rápida destruição dos tecidos

Publicado em 09/09/2026 às 08:39
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(Foto/Reprodução/Redes Sociais)

O brasileiro Márcio Uebel Hübner, apontado como piloto ligado ao tráfico de drogas na Colômbia, morreu após ser infectado por uma bactéria que provocou fasciíte necrosante, doença conhecida popularmente como “bactéria come-carne”. Segundo apuração do Núcleo Investigativo da Record, ele estava foragido desde 2022 e teria passado a trabalhar para Iván “Mordisco”, considerado um dos criminosos mais procurados da Colômbia.

Hübner foi levado por desconhecidos à porta de um hospital em Inírida, no departamento de Guainía, já em estado grave. Os médicos identificaram a infecção, que provoca necrose e pode destruir tecidos do corpo rapidamente. O brasileiro morreu cinco dias após dar entrada na unidade.

Fuga começou após apreensão de 656 quilos de cocaína

A trajetória de Hübner passou a ser investigada em 2022, quando uma aeronave que ele pilotava fez um pouso forçado em Jales, no interior de São Paulo. De acordo com a apuração da Record, agentes encontraram 656 quilos de cocaína dentro do avião.

O piloto e outro homem teriam conseguido fugir antes da abordagem policial. Desde então, Hübner passou a ser procurado pela Justiça Federal brasileira. O mandado de prisão expedido na época foi renovado neste ano pela Justiça Federal de Jales.

Sem retornar ao Brasil, o brasileiro teria atravessado a fronteira e se escondido na região de selva da Colômbia. A identidade dele só teria sido descoberta durante o atendimento médico de emergência. Após a identificação, ele foi preso dentro do hospital, onde permaneceu internado até morrer.

Brasileiro teria passado a atuar para “Mordisco”

Ainda segundo o Núcleo Investigativo da Record, durante o período em que permaneceu escondido na Colômbia, Hübner teria conquistado a confiança de Iván “Mordisco” e passado a atuar como piloto dentro da estrutura comandada pelo criminoso.

As operações estariam concentradas no chamado “corredor da selva”, área de floresta próxima às fronteiras entre Colômbia, Brasil e Venezuela. A região é apontada como rota utilizada pelo tráfico e abriga pistas clandestinas e estruturas ligadas ao processamento de cocaína.

“Mordisco” é o apelido de Néstor Gregorio Vera Fernández, apontado como líder de uma organização dissidente das extintas Farc. Ele chegou ao comando do Estado-Maior Central (EMC), grupo dissidente da antiga guerrilha.

O criminoso é associado a ataques violentos e é alvo de uma grande operação de captura na Colômbia. O governo colombiano oferece recompensa de cerca de US$ 1,5 milhão, aproximadamente R$ 7,6 milhões, por informações que levem à sua captura, segundo o material publicado pela Record.

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