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Baixa qualidade de serviços compromete avanços na saúde, alerta OMS

A situação, segundo a entidade, é pior em países de baixa e média renda, onde 10% dos pacientes hospitalizados correm risco de adquirir algum tipo de infecção

Agência Brasil
Publicado em 06/07/2018 às 21:18Atualizado em 17/12/2022 às 11:16
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A baixa qualidade dos serviços prestados está retendo avanços e melhorias na saúde em países de todos os tipos de renda, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (5) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Banco Mundial e pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD, na sigla em inglês).

Diagnósticos imprecisos, erros médicos, tratamentos inapropriados ou desnecessários, uso inadequado e pouco seguro de instalações clínicas e profissionais sem treinamento adequado e com pouco conhecimento prevalecem em todos países, alertou a OMS, por meio de comunicado.

A situação, segundo a entidade, é pior em países de baixa e média renda, onde 10% dos pacientes hospitalizados correm risco de adquirir algum tipo de infecção durante o período de internação, comparado a 7% em países de alta renda. A OMS lembra que infecções hospitalares podem ser facilmente prevenidas por meio de melhorias na higiene, do controle de práticas hospitalares e do uso correto de antibióticos.

O relatório destaca também que um em cada dez pacientes apresenta algum tipo de ferimento durante atendimento médico prestado em países de alta renda. “Doenças associadas a cuidados de saúde de baixa qualidade impõem despesas adicionais às famílias e aos sistemas de saúde”, reforçou a OMS.

Ainda de acordo com o documento, profissionais de saúde de sete países africanos de baixa e média renda só conseguiram fazer diagnóstico adequado entre 33% e 75% dos casos, enquanto diretrizes clínicas para situações comuns e de pouca complexidade foram seguidas em menos de 45% do tempo, em média.

Além disso, cerca de 15% dos gastos hospitalares em países de alta renda se devem a erros no atendimento ou a pacientes infectados enquanto recebem cuidados em unidades de saúde.

A OMS lembrou, entretanto, que foram registrados alguns avanços – por exemplo, nas taxas de sobrevivência ao câncer e a doenças cardiovasculares. Mesmo assim, segundo a entidade, os custos econômicos e sociais provocados pelo atendimento de baixa qualidade, incluindo incapacidades de longo prazo, prejuízo e perda de produtividade, são estimados em trilhões de dólares todos os anos. 

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