OITO ANOS

Banco Central impõe sigilo sobre documentos da liquidação do Banco Master

Arquivos ficarão longe do alcance público durante oito anos para ‘não comprometer’ atividades de investigação

Levy Guimarães/O Tempo
Publicado em 06/04/2026 às 16:45
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O Banco Central (BC) impôs um sigilo de oito anos sobre os documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master. Segundo informações da “CNN Brasil" via Lei de Acesso à Informação, os arquivos estão classificados como “secretos” até novembro de 2033.

Ao tomar a decisão, o Banco Central argumenta que a publicização imediata dos documentos no caso seria contrária ao “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”. No entendimento do BC, a divulgação de todos os dados pode prejudicar investigações, atividades de inteligência e fiscalizações contra eventuais novas infrações ao sistema financeiro.

O Banco Central encerrou as atividades do Banco Master em novembro de 2023, no âmbito da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, destinada a investigar fraudes financeiras bilionárias a partir da emissão e venda de títulos de crédito falsos. O banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição, está preso preventivamente após decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). 

O BC justificou a decisão pela "grave crise de liquidez" e "graves violações" ao sistema financeiro nacional cometidas pela instituição, citando um “ comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira”.

Além da investigação sobre os títulos de crédito falsos negociados pelo Master, a Polícia Federal também vai apurar se influenciadores foram pagos para defender o banco de Vorcaro e atacar o BC nas redes sociais.

A liquidação do Banco Master alcançou o Tribunal de Contas da União (TCU) depois que o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso na Corte, acolheu representação do Ministério Público Federal (MPF), que pedia investigação sobre falhas na supervisão que cabia ao BC. 

Atendendo ao pedido, o ministro determinou uma inspeção no BC. Pressionado, Jesus suspendeu o procedimento e decidiu submetê-lo à votação do plenário do TCU, que decidiu por manter a suspensão.

Fonte: O Tempo.

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