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Borracheiro confirma que filho mandou assassinar Cabo Véio

Leonardo, acusado de ter arquitetado o crime contra seu pai adotivo, afirmou que não tem nenhuma participação no delito. Segundo ele, na noite do latrocínio estava na casa de amigo

Publicado em 20/04/2010 às 09:33Atualizado em 20/12/2022 às 06:58
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Na manhã de ontem, o borracheiro Luís Augusto Camargo, 19 anos, e Leonardo Fernandes Caetano, 27, acusados de participação no latrocínio do agiota Wilson Caetano Barbosa, 65, conhecido como Cabo Véio, no dia 28 de março, prestaram depoimento aos policiais da Delegacia de Homicídios.

Leonardo, acusado de ter arquitetado o crime contra seu pai adotivo, afirmou que não tem nenhuma participação no delito. Segundo ele, na noite do latrocínio estava na casa de um amigo e ficou sabendo pela polícia da morte do pai. Ele relata que no dia 30, data em que o corpo de Wilson foi encontrado, foi chamado apenas para fazer o reconhecimento no IML.

Questionado se conhecia Luís Augusto, que o acusou de ser o mandante do crime, Leonardo afirmou que sim, contradizendo-se em relação ao dia em que foi preso, quando negou conhecer o borracheiro. No depoimento, ele confessou ser usuário de drogas, afirmando que as comprava de Luís Augusto. O que teria motivado o borracheiro a cometer o crime seria uma dívida de R$ 2,6 mil que Leonardo tinha com ele.

Leonardo negou que teria cedido as chaves para que os três acusados entrassem na casa. O suspeito afirmou que não conversava com o pai adotivo, logo, não tinha as chaves da casa. No entanto, ele negou que tivesse algum tipo de atrito. Inclusive, Leonardo disse que não conhece os outros dois acusados de cometer o latrocínio.

Em seu depoimento, Luís Augusto confirma a versão de que dois indivíduos que ele conheceu em Uberaba o chamaram para cometer o delito. Ele afirma que entraram por um portão com as chaves cedidas por Leonardo e, após tentar pegar a carteira da vítima, um dos acusados entrou em luta corporal com ele.

Enquanto agrediam Wilson, o borracheiro foi procurar o dinheiro na casa. Quando viu que o agiota estava sangrando pela boca, o acusado saiu correndo da casa e ficou esperando a dupla na rua, que, após cometer o crime, fugiu com a caminhonete S10 da vítima para Nova Serrana (MG), onde deixaram R$ 42 mil em dinheiro e o veículo com ele. Ele confirma no depoimento que usou o dinheiro para comprar um carro, aparelhagem de som e bancar viagens e festas para os amigos.

Arma. Na tarde de ontem, a advogada do filho adotivo de Wilson, Patrícia Junqueira, deixou na Delegacia de Homicídios um revólver que seria do agiota. A advogada relatou que foi contratada por Leonardo para abrir o inventário depois da morte do agiota. Segundo ela, o filho adotivo disse que não ficaria com a arma, que era de seu pai.

Apesar de o latrocínio não ter sido cometido com uma arma de fogo, a Polícia Civil estranha o fato de não ter encontrado o revólver na casa durante as buscas realizadas no dia em que o corpo foi encontrado.

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