
O ator Wagner Moura na cerimônia do Globo de Ouro 2026 (Foto/AFP or licensors)
O cinema brasileiro viveu uma noite histórica, porém com um final melancólico, na 83ª edição do Globo de Ouro. O filme “O Agente Secreto” e seu protagonista, Wagner Moura, foram coroados nas categorias de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, respectivamente. No entanto, a produção nacional não conseguiu completar o triplete, perdendo o prêmio principal de Melhor Filme de Drama para o longa britânico-americano “Hamnet”, anunciado por volta de 1h30 (horário de Brasília).
A sequência de vitórias brasileiras começou por volta das 00h10, quando o longa dirigido por Kléber Mendonça Filho foi anunciado como o Melhor Filme em Língua Não Inglesa, derrotando concorrentes fortes como o iraniano “Foi Apenas um Acidente”. Por volta de 1h, veio o momento de Wagner Moura fazer história: ele se tornou o primeiro ator brasileiro a vencer a categoria principal de atuação do Globo de Ouro.
A dupla conquista, por si só, representa um feito sem precedentes para o país em uma mesma edição da premiação e coroa uma campanha internacional avassaladora do filme, que já havia dominado as premiações de críticos.
A expectativa por um triunfo completo e inédito, no entanto, foi interrompida. Na categoria máxima da noite, “O Agente Secreto” foi superado por “Hamnet”, deixando para trás a chance de se tornar o primeiro longa brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Filme.
Apesar da frustração na última categoria, a noite é um marco extraordinário para a cinema brasileiro. As duas estatuetas garantidas consolidam um momento de excelência, reconhecimento e maturidade do cinema nacional no cenário global. Além disso, a vitória serve como um importante impulso na reta final de votação para o Oscar, cujas indicações serão anunciadas no dia 22 deste mês – “O Agente Secreto” está na pré-lista de indicados.