TEÓFILO OTONI

Governo monitora surto de diarreia que já atingiu 29 pessoas em aldeia indígena de MG

SES-MG informa três internações, investiga a causa dos casos e mantém monitoramento contínuo na comunidade

Mateus Pena/O Tempo
Publicado em 13/01/2026 às 21:36
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Surto de DDA já atingiu 29 pessoas na aldeia Escola Floresta, em Teófilo Otoni. (Foto/Fred Magno/O Tempo)

Surto de DDA já atingiu 29 pessoas na aldeia Escola Floresta, em Teófilo Otoni. (Foto/Fred Magno/O Tempo)

Um surto de Doenças Diarreicas Agudas (DDA), identificado na segunda quinzena de dezembro de 2025, já atingiu 29 pessoas na aldeia Escola Floresta, pertencente ao povo indígena Maxakali, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, no interior de Minas Gerais. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), até essa segunda-feira (12/1), foram registradas três internações, com maior incidência entre crianças de 1 a 4 anos, seguidas por menores de 1 ano.

A SES-MG informou que a causa do surto ainda não foi identificada e que as investigações laboratoriais e ambientais seguem em andamento. Segundo a pasta, a situação na Aldeia Escola Floresta está sob monitoramento contínuo do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (CIEVS Minas) e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena Minas Gerais e Espírito Santo (CIEVS/DSEI MGES).

Morte de bebê na aldeia

A Secretaria de Estado de Saúde confirmou ainda a morte de um bebê com menos de 1 ano, morador da Aldeia Escola Floresta, ocorrida no dia 4 de janeiro. Conforme a SES-MG, a criança havia sido previamente notificada como caso de DDA, com registro de cura em 1º de janeiro.

Segundo a pasta, a Declaração de Óbito aponta que a causa da morte está relacionada a agravos do aparelho respiratório, sem que haja, até o momento, comprovação de nexo causal com a doença diarreica aguda. A SES-MG informou que o óbito será investigado pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Minas Gerais e Espírito Santo, conforme os protocolos vigentes.

Ações de enfrentamento

A SES-MG destacou que já foram realizadas coletas para pesquisa viral (duas amostras) e bacteriana (três amostras), além da coleta antecipada de amostras de água para análise.

A secretaria informou ainda que, em dezembro de 2025, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do DSEI realizou análises da água na aldeia, com resultados dentro dos padrões de normalidade. Para reforçar o monitoramento, uma nova coleta de amostras está prevista para esta semana.

Por fim, a SES-MG ressalta que estão em andamento as seguintes ações complementares:

  • Articulação com o município para garantir atendimento pediátrico semanal a partir de 12/01;
  • Coleta de água e avaliação da qualidade;
  • Contratação emergencial de enfermeiro pelo DSEI para suprir a demanda da unidade;
  • Disponibilização de veículo adicional para apoio logístico;
  • Aquisição de kits laboratoriais para identificação do agente etiológico;
  • Articulação com a UPA para assegurar que as crianças recebam alta apenas após cura clínica completa.
  • Orientação à comunidade sobre medidas de controle das doenças diarreicas e orientação sobre a necessidade de coleta de amostras de fezes;
  • Monitoramento contínuo da necessidade de medicamentos e insumos estratégicos; monitoramento da cobertura vacinal (menores de 5 anos de idade), com atenção ao esquema vacinal completo de VORH (Rotavírus), se envolvidos no evento;
  • Intensificação da busca ativa de DDA no território pela Equipe Municipal de Saúde Indígena.

Fonte: O Tempo

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