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Câmara aprova MP que reduz conta de luz

Com a rejeição de dois destaques, o plenário da Câmara concluiu nesta terça-feira, 18, a votação da...

Publicado em 19/12/2012 às 11:45Atualizado em 19/12/2022 às 15:42
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Com a rejeição de dois destaques, o plenário da Câmara concluiu nesta terça-feira, 18, a votação da Medida Provisória 579, que trata de concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica com vencimento entre 2015 e 2017. A proposta também diminui encargos setoriais e reduz em até 20% o preço da conta de luz a consumidores e empresas.

Como é uma das prioridades do governo da presidente Dilma Rousseff e com calendário apertado devido ao fim do ano legislativo, havia possibilidade de a MP ser votada ontem pelo plenário do Senado. A ideia dos líderes no Senado é limpar a pauta para facilitar a votação da Proposta de Lei Orçamentária. Sem aprovar o Orçamento, o Congresso não pode entrar em férias.

Na semana passada, os deputados haviam aprovado o texto base da MP 579. No entanto, devido à obstrução de partidos de oposição que queriam modificar partes do texto, a votação dos destaques foi suspensa e retomada ontem.

Um dos destaques, apresentado pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), visava a isentar a energia elétrica do Programa de Integração Social (PIS), Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e da Contribuição social para financiamento da Seguridade Social (Cofins).

A outra emenda rejeitada, do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), previa a devolução dos valores cobrados a mais pelas distribuidoras de energia elétrica nas contas de energia entre 2002 e 2009.

A MP 579 permite a renovação antecipada, por até 30 anos, de contratos de concessão nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e diminui o peso de encargos setoriais embutidos no preço final das tarifas, como a Reserva Global de Reversão (RGR), que será extinta. A prorrogação das concessões das usinas termoelétricas será até 20 anos.

Com a edição da medida provisória, o governo muda o Marco Regulatório do Setor Elétrico brasileiro e autoriza a União a adquirir créditos que as Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) detêm com a Itaipu Binacional, como forma de compensar eventuais perdas na arrecadação.

A ideia é reduzir o custo da energia para estimular a atividade econômica. A expectativa do governo é de que as medidas representem redução de 19% a 28% no preço da tarifa paga por grandes empresas. Para a conta de luz dos cidadãos, a diminuição pode chegar a 16,2%, de acordo com cálculos do Executivo.

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