Assim Terezinha Hueb de Menezes iniciava suas mensagens dirigidas a seus amigos e confrades da ALTM.
Hoje faço minhas, as suas doces palavras.
Quanto é difícil saber que tivemos a sua voz silenciada... Quantas lutas ela enfrentou para se ver livre do obstáculo que a vitimou...
Resignada que era, Terezinha em tudo o que fez nos deu eloquentes exemplos sobre a naturalidade das coisas, sobretudo quanto aos processos ocorridos ao longo da vida. “Nada ocorre por que sim e tudo tem uma razão de ser”, assim ela se posicionava diante de qualquer problema ou dificuldade. Hoje ela mesma exerce a máxima que tanto difundiu.
De minha parte, dizer que me dói o coração é pouco, diante do que Terezinha representa em minha vida no tocante a arte de escrever. Não fosse ela, muitas conquistas eu não teria alcançado; o meu ingresso na Academia de Letras do Triângulo Mineiro, só ocorreu porque ela estimulou-me a almejá-lo. Com ela aprendi que a porta da Academia é larga, porém só atravessa os seus umbrais os audaciosos, não pelo vigor físico, mas pelo amor às letras e mais; o desprendimento de não guardar consigo aquilo que a inspiração canaliza.
Obrigado, amiga Terezinha Hueb de Menezes; esposa dedicadíssima ao inesquecível Professor Murilo Pacheco de Menezes, mãe extremada que manteve-se antenada aos filhos até os últimos momentos; avó adocicada que se desmanchava ao falar sobre os netos; sogra que soube ser a segunda mãe; amiga que nunca regateou diante do pedido de ajuda. A educadora e escritora que marcou muito bem sua passagem entre nós.
Terezinha: sua querida Uberaba hoje chora a sua partida...
Eu... seguirei vendo sua cadeira vazia na ALTM, esperançoso de que um dia eu possa apresentá-la a gratidão que lhe guardei e cultivei, enquanto vida eu tive.
(*) Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro e Articulista do Jornal da Manhã