Mesmo servindo como medida para o mercado de crédito imobiliário, as taxas cobradas pela Caixa Econômica Federal não são necessariamente as menores em todas as linhas de financiamento, sobretudo naquelas que não são subsidiadas pelo governo. Ainda ontem, o novo presidente do banco estatal, Pedro Guimarães, determinou que a classe média pagará os juros de mercado para o financiamento habitacional.
“Quem é classe média tem de pagar mais. Ou vai buscar no Santander, Bradesco, Itaú. E vai ser um juros de mercado [na Caixa Econômica Federal]. A Caixa vai respeitar os juros de mercado”, declarou, à ocasião. Os juros cobrados desde o ano passado pelos principais bancos nas linhas financiadas com recursos da caderneta de poupança e voltadas a imóveis mais caros ficaram bem mais próximas. Com isso, a Caixa já vem adotando as chamadas taxas de mercado nas linhas não subsidiadas - ou seja, fora do programa Minha Casa, Minha Vida.
Confira comparativo de crédito imobiliári
Banco
Sistema Financeiro Habitacional (SFH)
Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) - carta de crédito
Pró-cotista FGTS
Limite do financiamento
Caixa
a partir de 8,75% ao ano + TR
a partir de 8,75% ao ano + TR para imóveis até R$ 1,5 milhão e de 9,5% ao ano + TR para imóveis acima de R$ 1,5 milhão
entre 8,76% e 9,01%ao ano + TR
até 80% do valor para imóveis novos e 70% do valor para usados
Banco do Brasil
a partir de 8,49% ao ano + TR
não opera (oferece juros a partir de 8,85% ao ano + TR na Carta Hipotecária)
9,9% ao ano + TR
não informou
Itaú Unibanco
a partir de 8,3% ao ano + TR
a partir de 8,3% ao ano + TR
não opera
até 82% do valor do imóvel (tanto para novos como usados)
Bradesco
a partir de 8,85% ao ano + TR
a partir de 8,85% ao ano + TR
não opera
até 80% do valor do imóvel novo ou usado
Santander
a partir de 8,99% ao ano + TR
a partir de 9,49% ao ano + TR
a partir de 8,49% +TR (limitado a imóveis de construção financiada pelo banco)
Até 80% do valor do imóvel (tanto para novos como usados), podendo incluir mais 5% para despesas como ITBI e registro
Vale lembrar que as taxas anunciadas pelos bancos são as mínimas, e que, para conseguir juros mais baixos, o tomador do crédito precisa quase sempre aceitar uma série de condições, sobretudo maior relacionamento com a instituição financeira. Além disso, vários pontos costumam influenciar os juros cobrados pelos bancos, como nível e tempo de relacionamento com a instituição, perfil e renda do consumidor.
*Com informações do G1 Economia