Os produtos natalinos já estão expostos nas lojas e deixaram a impressão de que o Natal chegou mais cedo em 2014 em Uberaba. Apesar do clima festivo, a expectativa do setor para as vendas nas festas é tímida. A Confederação Nacional de Comércio (CNC) prevê alta de apenas 2,6% este ano, quase metade dos 5,1% em 2013. A expectativa da CDL Uberaba é de que as vendas natalinas no comércio de rua cresçam de 3% a 5%, sobre o movimento alcançado em 2013.
Para atingir a expectativa mais otimista, o presidente da CDL, Miguel Faria, orienta que o comerciante prepare com antecedência seu negócio para o período e invista na Campanha Natal Feliz Cidade, uma parceria entre CDL e Aciu. “É sempre importante criar diferenciais, tais como vitrines, preços atrativos e, acima de tudo, treinar a equipe de atendimento. Esse é o momento para o comércio lojista fazer um Natal diferente e com crescimento de vendas”, ressalta. Ao consumidor, a recomendação é antecipar as compras para evitar atropelos de última hora. Os principais artigos comercializados devem ser brinquedos, confecções, joias, perfumes, eletroeletrônicos, entre outros. Acredita que o tíquete médio dos presentes no comércio de rua possa variar entre R$ 80,00 e R$ 120,00.
Já o presidente da Associação de Lojistas do Shopping Center Uberaba (Assoceu), Ildeu Chigueto Kazeoka Filho, prevê um crescimento maior na comercialização de presentes neste período. “Estamos trabalhando a faixa de 9% a 9,5% de crescimento. Ainda estamos otimistas, por mais que o cenário esteja saturado”, afirma o dirigente, embora não acredite que o cenário econômico, de inflação alta e aperto nos juros, possa repercutir nas compras. “Agora isso é uma realidade, mas ainda não começamos a ter impacto sobre as vendas. Creio que essa crise terá repercussão maior no ano que vem”, avalia.
Segundo o dirigente da Assoceu, alguns segmentos de produtos serão mais privilegiados como opção de presentes nas compras de fim de ano, como é o caso da telefonia, aproveitando a onda dos smartphones, além de perfumaria e informática. “Normalmente, esses produtos têm um valor agregado um pouco mais alto, portanto imagino que as pessoas vão gastar, em média, de R$ 150 a R$ 200 por presente”, informa.
Para atrair o consumidor neste momento, segundo Ildeu Chigueto Kazeoka Filho, a aposta será aliar as promoções de Natal com a flexibilização das formas de pagamento.