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Censo 2020 cortará questões sobre posse de bens, rede de ensino e fontes de renda

O Censo 2020 vai coletar informações em todos os 5.570 municípios brasileiros entre os meses de agosto e outubro do próximo ano

Publicado em 01/07/2019 às 21:18Atualizado em 17/12/2022 às 22:06
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O Censo 2020 deve deixar de coletar informações sobre posse de bens, rede de ensino cursada pela população, e de discriminar as fontes de rendimento que não sejam do trabalho, entre outras informações.

Após as discussões sobre o corte de verbas para a realização da pesquisa e o anúncio da redução no número de perguntas a serem aplicadas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)divulgou os questionários que serão usados no levantamento do Censo Experimental, previsto para acontecer entre setembro e novembro deste ano em Poços de Caldas (MG).

No próximo ano, após o Censo Experimental, os questionários deverão ser usados no Censo 2020 – o básico, com 26 questões, será aplicado em cerca de 21 milhões de domicílios. Já o questionário da amostra, mais detalhado, trará 76 questões e será aplicado a cerca de 7,1 milhões de domicílios, ou cerca de 10% do total do país. O número de questões representa 32% menos em relação ao formulário original, que teria 112 questões.

O Censo 2020 vai coletar informações em todos os 5.570 municípios brasileiros entre os meses de agosto e outubro do próximo ano, que serão visitados por cerca de 180 mil recenseadores a serem contratados.

Entre as informações que deixarão de ser coletadas, estão a posse de vários bens, no Censo 2020, estão previstas apenas questões sobre a posse de máquina de lavar roupa e de acesso à internet.

O questionário divulgado pelo IBGE também não traz especificação da rede de ensino frequentada pelo entrevistado.

A pesquisa também deixará de discriminar as fontes de rendimento que não os do trabalho. Os entrevistados também não irão mais responder sobre o valor do aluguel pago.

Questionado, o sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE criticou a versão do questionário. Além dos pontos apresentados, o ASSIBGE aponta ainda que as questões sobre migração deixaram o questionário básico e constam apenas do questionário da amostra – e serão portanto aplicados para um universo menor de respondentes.

*Com informações do G1

 

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