CLIMA

Chuva e granizo atingem cidades do Paraná; Maringá decreta calamidade pública

Publicado em 02/11/2026 às 11:34
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 (Foto/Reprodução Maringá Post)

(Foto/Reprodução Maringá Post)

Temporais registrados entre domingo (1º) e a manhã desta segunda-feira (2) provocaram estragos em cidades do Paraná. Em Maringá, no Noroeste do estado, o prefeito Silvio Barros decretou calamidade pública após a chuva derrubar árvores e postes, danificar imóveis e veículos e bloquear trechos de vias. Já em Marquinho, no Centro-Sul, uma forte chuva de granizo atingiu casas, estabelecimentos comerciais e prédios públicos.

Em Maringá, foram registrados 49,8 milímetros de chuva entre meia-noite e 7h desta segunda-feira, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). As rajadas de vento chegaram a 40 km/h.

O decreto de calamidade pública permite a realização de contratações emergenciais e a liberação de recursos para atender os moradores e recuperar as áreas atingidas. A Prefeitura ainda contabiliza os prejuízos. Equipes das secretarias municipais de Infraestrutura e de Limpeza Urbana, além da Defesa Civil, atuam na retirada de árvores e galhos e no atendimento de ocorrências.

Entre os pontos afetados estão as avenidas Colombo, Brasil, Tiradentes e Tuiuti. Na Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376, árvores caíram sobre a pista e provocaram bloqueios. Também houve registros de veículos atingidos na Avenida Humaitá, queda de árvore sobre o muro de uma igreja e desabamento da cobertura de um posto de combustíveis.

Granizo atinge Marquinho

Em Marquinho, município de aproximadamente 4,4 mil habitantes, a chuva de granizo registrada no domingo (1º) provocou destelhamentos, quedas de árvores e danos em imóveis. A prefeitura estima que até 70% da cidade possa ter sido afetada.

Casas, comércios, unidades de saúde e prédios públicos sofreram estragos. Entre os locais atingidos estão as escolas municipais Rui Barbosa, Cândido Xavier e Jânio Quadros, além do Centro de Eventos e da sede da prefeitura. Na zona rural, comunidades como Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará também registraram danos.

A queda de postes e os danos à rede elétrica deixaram aproximadamente 2,4 mil unidades consumidoras sem energia, o equivalente a cerca de 99% do município, segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Equipes foram mobilizadas para recuperar o fornecimento.

O Corpo de Bombeiros também organizou a distribuição de lonas para moradores que tiveram as casas destelhadas. Até a última atualização das informações, não havia confirmação de feridos, desalojados ou desabrigados.

Outras cidades também registraram ocorrências

Em Laranjal, os estragos se concentraram na zona rural, onde casas ficaram parcialmente destruídas. A Defesa Civil trabalha para identificar os moradores atingidos e levantar os prejuízos.

Já em Londrina, foram registrados 36 milímetros de chuva entre as 16h de domingo e as 7h desta segunda-feira. Até o início da manhã, não havia ocorrências registradas nos canais oficiais de atendimento, mas as equipes da Defesa Civil e o Comitê de Crise permaneciam de sobreaviso.

O Simepar informou que a entrada de calor e umidade favorece a formação de áreas de instabilidade no Paraná. A previsão indicava possibilidade de novas pancadas fortes, rajadas de vento, descargas elétricas e granizo em diferentes regiões do estado.

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