TRANSPLANTE

Cientistas no Brasil clonam porco em avanço para transplantes em humanos

Pesquisa avança no desenvolvimento de órgãos suínos para reduzir fila de transplantes no SUS

Publicado em 19/04/2026 às 16:01
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Pesquisadores brasileiros anunciaram o nascimento do primeiro porco clonado no país, em um marco considerado inédito na América Latina e que integra um projeto voltado ao desenvolvimento de órgãos suínos para transplantes em humanos.

O animal nasceu em 24 de março e, segundo a equipe responsável, encontra-se saudável em uma fazenda localizada em Piracicaba (SP). O feito é resultado de um trabalho conduzido por cientistas do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco da Universidade de São Paulo (USP).

A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo de xenotransplante, que busca utilizar órgãos de porcos geneticamente modificados para atender pacientes que aguardam na fila de transplantes. A proposta é considerada um avanço importante diante da alta demanda por órgãos no país.

Atualmente, o Brasil tem dezenas de milhares de pessoas na fila por transplantes, sendo a maioria à espera de rins. A expectativa dos pesquisadores é que, no futuro, animais geneticamente modificados possam ajudar a reduzir esse déficit.

O porco clonado não possui ainda as modificações genéticas necessárias para transplantes, mas representa uma etapa inicial do processo. A equipe já trabalha na próxima fase, que envolve a criação de embriões geneticamente alterados para reduzir o risco de rejeição no organismo humano.

O projeto também se baseia em técnicas modernas de edição genética, que permitem alterações específicas no DNA dos animais, aumentando a compatibilidade com seres humanos.

Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento da tecnologia enfrenta desafios complexos, como a necessidade de controle sanitário rigoroso e estruturas laboratoriais altamente especializadas.

A iniciativa reúne cientistas de diferentes áreas e conta com apoio de instituições de pesquisa e investimento público e privado. O objetivo é desenvolver uma tecnologia nacional capaz de reduzir a dependência de órgãos importados e ampliar o acesso a transplantes no sistema público de saúde.

O estudo ainda está em fase experimental, e não há previsão para que os primeiros órgãos suínos sejam utilizados em pacientes humanos.

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