A seca prolongada ainda está gerando problemas para o produtor, a chuva registrada nos últimos dias somente surtirá efeito em 30 dias
Preço do limão taiti sobe e a fruta se torna a vilã da economia no momento. Nos varejões, feiras e supermercados já é possível encontrar o limão sendo vendido a R$11 o quilo por conta da oferta do produto que caiu justamente em virtude da longa estiagem deste ano. Na Ceasa, o preço também está alto, o saco de 20 quilos, que antes era vendido a R$50, hoje está sendo comercializado a R$90 pelo produtor e R$110 nos boxs.
A seca prolongada deste ano ainda está gerando problemas para o produtor, a chuva registrada nos últimos dias somente surtirá efeito dentro de 30 dias, portanto, por enquanto, a oferta ainda é pequena e os produtos continuam com o preço alto. Na Ceasa, até o momento não houve redução em nenhuma das hortaliças, algumas estão estáveis e outras registram aumentos.
“O preço alto praticado hoje para o limão e justamente por conta da oferta que está muito baixa. Esta é uma cultura que poucos produtores investem. Trata-se de lavoura que apresenta resultado de médio e longo prazos e a plantação se mantém por 10 anos, e como muitos são arrendatários, não há contratos por muito tempo, e por isso quem produz são apenas os donos da terra”, explica o orientador de mercado, João Carlos Caroni, lembrando que o consumidor pode optar por outros tipos de limão, como o china, que não estão em falta no mercado.
Além do limão, outros produtos também registraram alta nos preços nas ultimas comercializações na Ceasa, segundo João Carlos, o chuchu que estava sendo vendido por R$30 a caixa, agora custa R$100, o quiabo, o jiló e a couve flor também segue essa tendência, estão sempre aumentando de valor. Já com relação aos preços que estão estáveis, há alguns meses, o repolho e a abobrinha estão sendo vendidos pelo mesmo valor.
“Nenhum produto registrou queda nos últimos dias, e a expectativa não é boa, não há previsão de produção que venha satisfazer o mercado em curto prazo, para melhorar a oferta e consequentemente o preço. Quanto à chuva, não posso negar que houve melhora, mas somente terá resultado dentro 30 dias ou mais, conforme o ciclo da cada cultura”, finaliza Caroni.