Até o momento, estado conta com 399 notificações. Só uma delas foi confirmada, em Sabará
As reinfecções por Covid-19 são muito raras, porém, possíveis. Essa situação ocorre quando alguém apresenta dois resultados positivos de RT-PCR para o coronavírus com intervalo igual ou superior a 90 dias.
Em Minas, cerca de 399 casos já foram notificados de reinfecção até agora. Desse total, 174 (43,61%) estão sendo investigados, sendo 57 deles (32,76%) na capital; quatro foram descartados, e apenas um foi confirmado, em Sabará. Outros 220 (55,13%) foram encerrados como inconclusivos.
Segundo o epidemiologista do Hermes Pardini José Geraldo Ribeiro, a reinfecção só pode ser confirmada se houver acesso ao material genético nas duas ocasiões. De acordo com a SES-MG, nesses casos, as duas amostras positivas no RT-PCR são encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed), responsável por fazer o sequenciamento genético para avaliar se o vírus da primeira infecção é diferente do da segunda.
Ainda segundo o epidemiologista, nestes casos, serão observadas mutações genéticas que diferenciarão ou não os vírus. No entanto, pode haver mudanças ao longo do tempo, dependendo das diretrizes do Ministério da Saúde.
Caso não haja a disponibilidade das duas amostras, a análise não poderá ser feita. O último balanço do Ministério da Saúde mostra que, dos 37 casos de reinfecção registrados no país em 12 Estados brasileiros, até o dia 10 de julho, 24 deles (64,86%) foram identificados pela variante gama (P1) na segunda infecção.
Para o médico imunologista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Mauro Teixeira, o número de casos inconclusivos no Estado mostra que o risco de reinfecção no cenário mineiro é pouco importante.
Sintomas fortes
Uma assistente administrativa de 35 anos, que mora em BH e pediu para não ser identificada, foi infectada duas vezes em um intervalo de seis meses. Ela não precisou ser hospitalizada, e o diagnóstico foi confirmado com dois exames de RT-PCR.
A mulher conta que da primeira vez que fez o exame de sangue (igM e igG), deu reagente. Para ter certeza, ela também fez o PCR, que deu positivo também. Entre os sintomas, apresentou dor no corpo, na garganta e febre. Confirmada pelos médicos, a segunda reinfecção foi seis meses depois. A assistente ainda conta que, na segunda contaminação, os sintomas foram mais fortes.
Triângulo Sul e Alto Paranaíba
Em Araxá, no Alto Paranaíba, mais um caso de possível reinfecção pelo coronavírus passou a ser investigado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Uberaba, no entanto, não apresentou alteração e dois casos seguem em apuração.
De acordo com o boletim, Araxá é o município com mais investigações de reinfecção, sendo contabilizados dez casos para análise. Uberlândia continua com quatro ocorrências em apuração. Já Capinópolis, Fronteira, Frutal e Sacramento seguem com apenas uma investigação, cada.
Conforme levantamento, as regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste têm 22 casos em apuração. Até o momento, nenhum novo exame inconclusivo foi anunciado. Também não há confirmação de reinfecção nas localidades.
Cozinheira pegou Covid por três vezes
Uma cozinheira de São Vicente, no litoral paulista, contraiu o coronavírus por três vezes. Rebeka Araújo Pereira, 36, teve como sintomas, em todas as ocasiões, febre e dores no corpo. Os exames RT-PCR de 5 de dezembro de 2020, 6 de abril e 5 julho deram todos positivos para o coronavírus.
Em entrevista ao portal Uol, ela contou que toma todas as precauções, saindo de casa apenas para o supermercado e o trabalho, sempre de máscara.
*Com informações de O Tempo