Maior rede de livraria do país enfrenta dificuldades financeiras e segue os passos da concorrente Cultura
A Livraria Saraiva, que é a rede de varejo líder em venda de livros no País, pediu recuperação judicial nesta sexta-feira (23). Com dívida de R$ 674 milhões, a companhia é a segunda do ramo em pouco mais de um mês a pedir a proteção judicial para tentar seguir em operação e reestruturar débitos; no mês passado foi a vez da concorrente Cultura pedir recuperação judicial.
As dificuldades da Saraiva começaram a aparecer publicamente no começo do ano, quando a companhia atrasou pagamentos às editoras de livros – suas principais fornecedoras. Nos últimos meses a companhia voltou a ter dificuldades, iniciando novo período de negociações. Sem acordo, a Saraiva decidiu pela recuperação judicial.
No pedido feito à Justiça, a Saraiva lembrou que vem tentando reestruturar o próprio negócio – processo que está sendo tocado em conjunto com a consultoria Galeazzi & Associados. Recentemente, a companhia encerrou as atividades de 19 pontos de venda, sendo oito lojas tradicionais e 8 unidades iTown, que vendiam produtos de tecnologia da marca Apple. Neste processo, cortou 700 funcionários.
Hoje, a companhia se dedica somente à atividade de varejo. O pedido de recuperação lembra que a companhia vendeu seus ativos editoriais e de educação há três anos, por R$ 725 milhões. Após esse negócio e um período de enxugamento do varejo, o grupo hoje contabiliza cerca de 3 mil colaboradores, 85 lojas próprias e uma área de venda de quase 50 mil metros quadrados no País.
*Com informações do Estado de São Paulo