Servidores das justiças Federal, Eleitoral e do Trabalho realizaram ontem novo ato público em Uberaba
Jairo Chagas
Servidores em greve há quase um mês fizeram novo ato público para reivindicar sanção de reajuste
Servidores das justiças Federal, Eleitoral e do Trabalho realizaram ontem novo ato público em Uberaba. A categoria, em greve há quase um mês em todo território nacional, reivindica a sanção presidencial ou a derrubada do veto ao Projeto de Lei Complementar (PLC nº 28/15) que repõe parte das perdas salariais dos servidores.
Mais de trinta servidores, vestidos de preto, estiveram presentes no ato público. Cartazes e caixa de som contribuíram para reforçar a mobilização, que teve o reforço dos coordenadores do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Minas Gerais (Sitraemg), Alexandre Magnus, e da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), Carlos Humberto Rodrigues.
Houve ainda críticas quanto à forma como está sendo divulgado o pleito da categoria pelo governo federal. De acordo com a representante do comando de greve em Uberaba, Liliam Lyrio Stábille, os servidores estão há nove anos sem reposição salarial, e a presidente Dilma Rousseff (PT) vem se justificando que a categoria está mobilizada por aumento de 78%, o que considera ser “impagável”. No entanto, ela informa que este discurso está equivocado e sendo feito para confundir a opinião pública, visto que os servidores estão há nove anos com os salários congelados. “Nossa reivindicação é inferior à inflação acumulada durante o período de nove anos”, explica a servidora.
Hoje haverá assembleia geral para organizar a caravana a Brasília, para que os servidores participem da mobilização nacional, marcada para a próxima quinta-feira (16).
O ato público também contou com servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que desde a semana passada também estão em greve por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Conforme a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social, Saúde, Previdência, Trabalho e Assistência Social (Sintsprev), Sandra Rafacho, a categoria reivindica reajuste de 27%, além de incorporação das gratificações no salário básico. Ainda pleiteiam novas agências e combate ao assédio moral.