Mais de 24 milhões de animais devem ser imunizados, sendo que, em Uberaba, 210 mil cabeças de gado vão receber a dose
Começa hoje mais uma Campanha Nacional de Vacinação contra a Febre Aftosa. Produtores devem ficar atentos aos prazos, já que na primeira etapa, 1° a 31 de maio, serão vacinados todos os bovinos e bubalinos. Em Minas Gerais, mais de 24 milhões de animais devem ser imunizados, sendo que, em Uberaba, 210 mil cabeças de gado receberão a dose.
O lançamento oficial da vacinação acontece no dia 3, às 10h, no Parque Fernando Costa, em Uberaba, durante a solenidade de abertura da ExpoZebu. Segundo o coordenador-regional do Instituto Mineiro de Agropecuária em Uberaba, Rony Adolfo Hein, o produtor deve ficar alerta, pois, assim como no ano passado, a Carta Aviso não está sendo mais entregue na residência do produtor. Ele deve buscá-la no momento em que compra a vacina.
“Realizamos desta mesma forma na segunda etapa da campanha de 2013, no mês de novembro, e a medida facilitou a aquisição da vacina. O próprio produtor vai à cooperativa ou à loja revendedora, e assim que adquire a vacina, a Carta Aviso é entregue, no mesmo instante. Vale lembrar que depois da aplicar a dose, o produtor tem um prazo de até 10 dias para apresentar declaração ao IMA”, explica o coordenador-regional.
Em Minas Gerais, apesar da forte seca que acometeu todo o território mineiro nos quatro primeiros meses deste ano, o que poderá prejudicar a vacinação, a expectativa do IMA é que nas 353 mil propriedades pecuárias distribuídas nos 853 municípios mineiros, sejam imunizados em torno de 24,15 milhões de bovinos e bubalinos de todas as idades. A meta é alcançar 100% de vacinação nos rebanhos. Na regional de Uberaba e no próprio Município, segundo Rony, o índice de vacinação sempre foi satisfatório, como, por exemplo, 99,8% nas últimas campanhas. No Triângulo Mineiro, regional de Uberaba, 1,8 milhão animais devem ser imunizados e, em Uberaba, vacinadas 210 mil cabeças de gado.
Para atender à demanda do mercado nacional e internacional e continuar crescendo com competitividade e credibilidade, o país precisa se manter livre de doenças com forte impacto econômico, como a febre aftosa. Sendo assim, aqueles produtores que não vacinarem o rebanho podem ser punidos com aplicação de multa - que não tira a obrigatoriedade de vacinação - e também com a proibição da comercialização do leite.