GERAL

Comerciante é condenado por morte de serralheiro

O comerciante Antônio Marcos dos Reis Gontijo, conhecido como Bigodinho, foi condenado pelo Tribunal do Júri a pena de 16 anos pelo homicídio duplamente qualificado de serralheiro

Thassiana Macedo
Publicado em 30/09/2016 às 07:33Atualizado em 16/12/2022 às 17:11
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Foto/Arquivo

Crime ocorreu em uma lanchonete no bairro Gameleiras; no dia do crime foram efetuados 15 disparos de arma de fogo contra a vítima

O comerciante Antônio Marcos dos Reis Gontijo, conhecido como “Bigodinho”, foi condenado pelo Tribunal do Júri a pena de 16 anos pelo homicídio duplamente qualificado do serralheiro Renato de Alcântara Borges e por corrupção de dois menores. O crime ocorreu no dia 23 de maio de 2014, em frente de uma lanchonete na avenida Bandeirantes, bairro Gameleiras. A vítima foi morta com quinze disparos de arma de fogo.

Consta na denúncia que a vítima estava na lanchonete, como de costume. Por volta de 11h15, dois indivíduos entraram no estabelecimento. Cada um pediu um salgado e um refrigerante, dirigindo-se até uma das mesas. Em dado momento, sem nenhuma discussão, os dois jovens se levantaram e cada um deles sacou um revólver, efetuando vários tiros em direção ao serralheiro, que não teve chance de se defender. Em seguida, os dois saíram a pé, entraram em um veículo VW Gol e fugiram em alta velocidade.

Um dos jovens menores de idade teria dito que havia sido contratado pelo comerciante para matar outra pessoa – R.S.C. –, acusada da morte do irmão do réu, Eder dos Reis Targino, ocorrida no dia 27 de outubro de 2013. O adolescente também teria sido reconhecido pelos proprietários do estabelecimento comercial, situado em frente do local onde ocorreu o crime, e ainda flagrado pelas câmeras de segurança, assim como o carro de propriedade de Antônio Marcos.

O defensor público Glauco de Oliveira Marciliano sustentou a tese de negativa de participação, visto que no dia do crime o réu estava em Ribeirão Preto (SP). Alternativamente, a defesa pediu a absolvição por falta de provas, o decote das qualificadoras por motivo fútil e por meio que impossibilitou a defesa da vítima e, ainda, sustentou a tese de homicídio privilegiado, visto que a decisão do crime teria sido impulsionada pelo homicídio de seu irmão.

No entanto, os jurados não acolheram nenhumas das teses e seguiram a acusação feita pelo promotor Roberto Pinheiro da Silva Freire. Antônio Marcos dos Reis Gontijo, vulgo “Bigodinho”, que estava preso por envolvimento em outro processo, permanecerá recolhido na penitenciária. O defensor Glauco Marciliano não vai recorrer da decisão.

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