De acordo com a Lei Geral da Copa, está a critério dos estados, Distrito Federal e municípios declararem ponto facultativo
Não há nenhuma definição em relação ao horário de funcionamento do comércio durante o período da Copa do Mundo em Uberaba. A informação é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Uberaba (Sindicomércio), Marcelo Árabe.
De acordo com ele, os horários estão sendo negociados. Além disso, o representante sindical informa ser necessário aguardar a possibilidade de ser decretado feriado ou não nos municípios durante os jogos do Brasil.
Por outro lado, Marcelo adianta que o Sindicomércio e o Sindicato dos Empregados no Comércio pactuarão os horários que atendam ambas as partes.
Para ele, a Copa do Mundo vai expor o país. “Podemos mostrar nosso potencial turístico, com a presença de turistas tanto nacionais como internacionais”, afirma. Segundo o dirigente, haverá um incremento de vendas do comércio e do turismo durante o Mundial, principalmente nas cidades sedes dos jogos. “Entretanto, a preocupação será com a possibilidade de manifestações, o que causaria um impacto muito negativo, pois a violência gera insegurança, trazendo prejuízos para nós”, destaca.
Feriado. De acordo com a Lei Geral da Copa, está a critério dos estados, Distrito Federal e municípios declararem feriado ou ponto facultativo nos dias de jogos em seus territórios. Até o momento, apenas o Rio de Janeiro definiu a situação. A “Cidade Maravilhosa” vai parar nos dias em que o Maracanã receber as partidas do torneio. Ao todo, serão sete dias de feriado, incluindo a grande final, no dia 13 de julho.
O governo federal ainda estuda a possibilidade de decretar feriado nacional nos jogos do Brasil na Copa do Mundo. A medida, ainda em estudo, visa a facilitar a organização das partidas e aliviar o trânsito nas cidades. Também seria uma forma de unificar o esquema de folga no país durante os jogos brasileiros, já que alguns municípios tendem a decretar feriado e outros não.
O governo federal ainda analisa, porém, o alcance do feriado nacional, que valeria só nos dias de partidas da Seleção Brasileira. As escolas públicas e privadas e o funcionalismo público ganhariam esses dias de folga. Já o sistema financeiro deve ficar fora da medida para evitar problemas nas negociações do mercado. No entanto, a dúvida é em relação ao comércio. Empresários temem a perda de faturamento e pediram para ficar de fora da medida.