GERAL

Comissão pode investigar números divergentes de pesquisas eleitorais

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Resolução 157/12 que institui uma comissão parlamentar de inquérito para investigar possíveis manipulações de prognósticos

Renata Gomide
Publicado em 13/03/2013 às 00:23Atualizado em 19/12/2022 às 14:13
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Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Resolução 157/12 que institui uma comissão parlamentar de inquérito para investigar possíveis manipulações de prognósticos publicados pelos institutos de pesquisa para as eleições de 2012. Autor da proposta, o deputado André Figueiredo (PDT-CE) argumenta que houve muitas divergências dos números com os resultados obtidos nas urnas nas eleições para prefeito, ano passado.   Como exemplo ele cita o caso de Curitiba (PR), onde um levantamento de intenção de votos apontava dois nomes para o segundo turno, que na prática não se confirmou. “De acordo com a pesquisa eleitoral divulgada, estimava-se que haveria segundo turno entre Ratinho Jr. (PSC), com 34% dos votos válidos, e Luciano Ducci, atual prefeito e candidato a reeleição, do PSB, com 29%. Contudo, com a apuração oficial do TSE, Gustavo Fruet (PDT), que aparecia em terceiro lugar, com 24%, foi para o segundo turno”, observa.   Em Uberaba, onde também houve segundo turno no pleito de 2012, entre os deputados Antônio Lerin (PSB) e Paulo Piau (PMDB) – atual prefeito – também foram divulgadas pesquisas cujos resultados eram conflitantes. Levantamento do Ibope Inteligência, feito de 18 a 23 de outubro daquele ano apontava que o peemedebista teria 45% dos votos e seu adversário, 38%. Já pesquisa a Veritá, realizada de 22 e 24 daquele mês, apontava que Lerin teria 55,7% dos votos válidos, enquanto Piau, 44,3%.   Após a apuração dos votos pelo TSE, Paulo Piau foi eleito com 51,36% dos votos válidos contra 48,64%. Na opinião do autor da proposta de criação da CPI das pesquisas, “a Câmara não pode ficar inerte diante de tantos fatos escabrosos”. Antes de ir a Plenário, o projeto será examinado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive no mérito). Outro projeto em tramitação na Casa, da deputada federal Cida Borghetti (PP-PR), só permite a veiculação de pesquisas eleitorais até 15 dias antes das eleições.    Segundo ela, a divulgação de pesquisa às vésperas das eleições não permite aos partidos a verificação dos dados, métodos adotados e prováveis erros que possam causar efeitos danosos ao processo eleitoral.

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