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Confinamento de gado está em alta

Diária em boitel custa em torno de R$ 6,50 e cobre toda a alimentação

Publicado em 11/03/2014 às 10:32Atualizado em 19/12/2022 às 08:40
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É como um hotel para os bois, ou melhor, um SPA de engorda. Em um boitel, em Santa Helena de Goiás, além de confinar o próprio gado, o dono recebe animais de outros produtores. A diária, que custa em torno de R$ 6,50, cobre toda a alimentação. No final da engorda, o gado é retirado.

A procura este ano começou bem mais cedo. Pedro Merola, dono do boitel, afirma que a expectativa de faturamento é 30% maior que no ano passado. “Normalmente, o produtor procura o confinamento no final de abril, começo de maio. Chegando ao final de maio e começo de junho, estamos lotados. Este ano começamos agora em março. Já estamos cheios e vamos ficar assim até outubro”, diz.

São 40 hectares destinados ao confinamento. Dos 15 mil animais, apenas 10% são do proprietário. Não foi só a falta de pasto que impulsionou esse mercado.

“A seca ajuda o movimento de confinar os bois, mas o real motivo dos meus parceiros estarem confinando este ano é o preço da arroba. No ano passado, vendíamos por R$ 94, e este ano está valendo R$ 112. Estamos vivendo um período muito bom de consumo de carne, tanto no Brasil quanto no mundo, isso faz com que o mercado se organize”, avalia Merola.

A busca pelo confinamento também é grande em outro boitel da região. Os caminhões não param de chegar. Todos os animais de um carregamento de 530 cabeças de Turvelândia, município vizinho a Santa Helena de Goiás, são identificados.

Oitenta por cento da carne produzida no boitel é para a exportação. Os irmãos Gustavo e Alexandre Parisi investiram em tecnologia pra garantir o bem-estar da boiada.

Os animais podem se refrescar na água do aspersor quando o tempo está seco. O solo foi preparado para que não haja acúmulo de barro e eles gastem menos energia pra se movimentar. Os animais confinados comem entre 15 e 16 quilos de ração por dia. Em cada curral, um chip controla a quantidade de ração despejada no cocho.

Daqui pra frente, os criadores que quiserem uma vaga neste boitel precisam ficar na fila de espera. Os proprietários aproveitam o momento de casa cheia, mas revelam um temor: a Copa do Mundo.

“O único receio que nós temos é o de existir uma concentração de bois prontos para o abate em maio. Porque todo mundo acredita na importância da Copa do Mundo para o consumo da carne bovina, e isso provavelmente vai ocasionar uma retração no preço da arroba, não significativa, mas deve ocasionar”, comenta o confinador Alexandre Parisi.

Goiás e Mato Grosso são os estados onde os criadores mais confinam o gado. No ano passado, foram um milhão e oitocentos mil animais.

 

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