Conselho de Sentença, presidido pela juíza da 3ª Vara Criminal de Uberaba, Juliana Miranda Pagano, se reúne às 9h para analisar o caso
Foto/Arquivo
Wanderson Freitas Oliveira foi condenado em 2009 a pena de 21 anos de prisão, mas teve a sentença anulada
Conselho de Sentença, presidido pela juíza da 3ª Vara Criminal de Uberaba, Juliana Miranda Pagano, se reúne hoje, às 9h, para analisar o caso de Wanderson Freitas Oliveira, que responde ao processo em liberdade. O réu é acusado de homicídio qualificado cometido contra Aldo Fachinelli, de 63 anos. A acusação será feita pelo promotor Roberto Pinheiro da Silva Freire e a defesa está a cargo do advogado Lázaro Agenor da Silva.
Consta na denúncia que o crime ocorreu por volta de 23h do dia 7 de dezembro de 2007, dentro da residência da vítima, no bairro Abadia. Naquela ocasião, o advogado Aldo Fachinelli encontrava-se acompanhado de familiares e, ao flagrar o ladrão de arma em punho, o advogado teria tentado desarmá-lo, entrando em luta corporal com Wanderson. Além de dois tiros no abdômen, ele levou várias coronhadas na cabeça, morrendo doze horas depois no hospital onde fora internado.
Ainda conforme os autos, o réu apenas não levou bens ou dinheiro do advogado porque fugiu do local após alertar os vizinhos com o ruído dos disparos. Inicialmente, o crime foi julgado como latrocínio, sendo que, em julho de 2009, Wanderson foi condenado pelo então juiz da 3ª Vara Criminal, Daniel Botto Colaço, a pena de 21 anos de reclusão em regime fechado. Além do testemunho de familiares, que reconheceram Wanderson como o autor, pesou para esta condenação o testemunho de uma comerciante de roupas revelando que, embora não trabalhasse, Wanderson comprava até R$3 mil em roupa por mês para dar de presente à namorada.
Porém, a sentença foi anulada em 2010. Para o Tribunal de Justiça (TJMG), no dia do crime o réu não anunciou um assalto, sequer pronunciou qualquer palavra. Somente atacou Aldo, efetuando dois disparos contra ele. Além disso, mesmo após ter dominado a vítima, o acusado não exigiu bens ou valores. Foi determinado o retorno dos autos ao Ministério Público para o aditamento da denúncia e para que ele fosse submetido ao Tribunal do Júri. Em fevereiro de 2011, o Tribunal concedeu habeas corpus a Wanderson, que responde ao processo em liberdade.