Embora tenha sido declarada ilegal em decisão liminar, greve dos servidores de 1ª instância continua por tempo indeterminado em Uberaba
Embora tenha sido declarada ilegal em decisão liminar, em ação cível, greve dos servidores de 1ª instância continua por tempo indeterminado na comarca de Uberaba. Ainda ontem o comando grevista comunicou a manutenção da paralisação em ofício encaminhado à diretora do Foro, juíza Régia Ferreira de Lima. De acordo com a delegada sindical Patrícia Andrade, a informação também foi repassada para cada uma das secretarias do Fórum Melo Viana. “Estamos esclarecendo todos os servidores sobre o andamento da greve”, afirma. Além de reconhecer a ilegitimidade do movimento, o relator da ação cível, desembargador Belizário de Lacerda, fixou multa no valor de R$10 mil para cada dia de paralisação. Ele utilizou praticamente os mesmos argumentos quando julgou ilegal a greve dos servidores da 2ª instância, mobilizada pelo Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância (Sinjus), e dos oficiais de Justiça, encabeçado pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (Sindojus). Para o desembargador, o servidor do Poder Judiciário não tem direito ao exercício de greve. Segundo a líder sindical, a greve irá continuar até o esgotamento dos recursos contra a decisão liminar pelo Sindicato dos Servidores de Justiça de 1ª Instancia do Estado de Minas Gerais (Serjusmig). Ainda ontem a entidade impetrou uma reclamação constitucional no Superior Tribunal Federal (STF) – que já possui decisões favoráveis ao direito de greve aos servidores do Judiciário. O relator é o ministro Teori Zavascki. Já na próxima quarta-feira, dia 3 de abril, o Serjusmig realiza nova assembleia geral para decidir os rumos da greve. Ainda conforme Patrícia, a greve não interferiu no andamento dos trabalhos no Fórum, visto que está sendo respeitado o limite mínimo de servidores trabalhando para atender às medidas urgentes. “Estamos revezando para fazer cumprir este percentual mínimo”, explica.