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Construtoras denunciam atraso em pagamento

Problemas no repasse de recursos do programa Minha Casa, Minha Vida provoca atraso e paralisação de obras em todo o país

Publicado em 05/04/2014 às 17:34Atualizado em 19/12/2022 às 08:20
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Construtoras de Uberaba também estão enfrentando problemas para receber pagamento do Governo Federal para a construção de unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida. Esta é uma situação que está acontecendo em todo o país. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) fez uma denúncia à Polícia Federal por conta dos atrasos no pagamento das empresas. Em outras cidades, já houve demissões em decorrência da falta de verba. Já em Uberaba, apesar de medidas drásticas como estas ainda não terem acontecido, algumas construtoras estão enfrentando problemas.

Para melhorar as contas fiscais, o governo atrasou, neste início de ano, os pagamentos às empresas que constroem as habitações destinadas às famílias de renda mais baixa inscritas no programa Minha Casa, Minha Vida. De acordo com o presidente do Sinduscon de Uberaba, Roberto Veludo, que também é membro da Câmara da Construção Civil de Minas Gerais, há poucos dias foi realizada uma reunião com o presidente nacional da entidade, que informou à categoria que esse atraso está acontecendo em todo o Brasil e a perspectiva é pessimista, pois ele acredita que o problema da falta de pagamento deve perdurar o ano todo.

“O fluxo de dinheiro necessário para as obras contratadas não está adequado e outra preocupação grave é com os novos contratos. Ainda existe a previsão de mais 500 mil casas e o presidente da Câmara acredita que essa obra não deve acontecer este ano. O Minha Casa Minha Vida III também está paralisado, enfim as perspectivas não são boas”, explica.

Veludo ressalta ainda que as exigências do Governo Federal para a contratação dessas construtoras vêm aumentando muito. “Principalmente quanto à qualidade da obra. Com a nova legislação sobre o conforto na moradia, será necessário seguir essas normas nas próximas construções, o que com certeza vai reduzir a quantidade de construtoras aptas e diminuir as construções. As exigências estão aumentando. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, já está exigindo procedimentos diferentes”, completa o presidente da entidade.

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