GERAL

Consumidor não deve sentir a volta do IPI dos móveis agora

IPI volta a ser cobrado para móveis e outros três produtos da linha branca, mas, segundo economista, o consumidor não deve sentir de forma significativa acréscimo no bolso

Geórgia Santos
Publicado em 30/06/2013 às 16:13Atualizado em 19/12/2022 às 12:14
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Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) volta a ser cobrado para móveis e outros três produtos da linha branca (fogão, tanquinho e geladeira), mas, segundo economista, o consumidor não deve sentir de forma significativa acréscimo no bolso. A mudança começa a valer nesta segunda-feira.

De acordo com o economista Marco Antônio Nogueira, o IPI está voltando porque o governo está gastando mais do que arrecada, gerando um déficit que está ficando quase insustentável. Algumas renúncias feitas pelo governo, como o IPI, por exemplo, impedem a entrada de recursos no caixa do governo. Sem dinheiro, não é possível quitar a dívida, deixando uma suspeita no ar de que o país não tem condições honrar os seus débitos internos e externos. Diante disso o governo está retomando algumas renúncias, neste caso do IPI, dos produtos da linha branca.

“Essa retomada será gradativa e dificilmente chegará ao patamar que estava antes. Para o consumidor é uma péssima notícia, pois vai aumentar o custo do produto, apesar de que o governo disse que os empresários não irão repassar esse aumento no imposto, porém é muito difícil que não repassem”, prevê Marco, ressaltando que até o fim do ano o índice do IPI vai chegar a um patamar ainda não estabelecido.

O IPI sobe de 2% para 3% no caso dos fogões, de 7,5% para 8,5% para geladeiras e de 3,5% para 4,5% para tanquinhos. Para móveis, painéis de madeira e laminados, a alíquota passa de 2,5% para 3%. Para as luminárias, o imposto aumenta de 7,5% para 10%. O IPI para papéis de parede subirá de 10% para 15%. Para máquinas de lavar, o imposto está definitivamente mantido em 10% desde o ano passado.

Já com relação ao reflexo que esta mudança vai trazer para o consumidor, de acordo com o economista, o acréscimo não será tão significativo, exceto se a pessoa tiver endividada. “As pessoas sentirão no bolso de duas formas: na compra de um novo eletrodoméstico e também nos índices de inflação”, explica Marco. Ele também destaca que produtos no estoque não garantem que os preços ainda estarão baixos na segunda-feira, pois não há nenhuma norma ditando que o empresário deva seguir essa tendência e aumentar os preços só quando comprar uma nova remessa de produtos, entretanto, para atrair o consumidor, promoções deverão ser realizadas nos próximos dias.

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