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Consumidores devem usar o 13º salário para pagar dívidas

Pesquisa da Anefac aponta que 74% dos brasileiros vão utilizar o benefício para quitar dívidas; economista Sérgio Martins avalia que as pessoas estão mais conscientes

Letícia Morais
Publicado em 27/10/2015 às 14:47Atualizado em 16/12/2022 às 21:36
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 O fim de ano se aproxima e com ele a expectativa dos brasileiros para receber o 13º salário. Pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac) com 1.037 consumidores indicou que 74% dos brasileiros irão utilizar o dinheiro para saudar dívidas. O percentual de trabalhadores que utilizarão o pagamento para essa finalidade aumentou 8,8%, com relação ao ano passado.

Para o economista Sérgio Martins, a pesquisa mostra justamente que os consumidores estão cada vez mais conscientes de suas contas. “Esse comportamento expõe o amadurecimento dessa população economicamente ativa, que agora desperta para uma nova forma de lidar com a renda e o consumo. Isso é o que preconiza a educação financeira, não deixar pendências financeiras tendo em vista os juros muitos altos”, afirmou.

Como já vem acontecendo em vários anos, 83% dos consumidores estão endividados por causa do cheque especial e cartão de crédito. “O cartão de crédito é o grande ‘vilão’ da economia nacional em termos de juros altos e na facilidade de endividamento, acarretando uma crescente bola de neve e fazendo que ele não consiga pagar nem o valor mínimo”, explicou. Por isso, ele destaca a importância de analisar se será possível efetuar o pagamento daquela fatura, se não, melhor repensar a compra com o cartão.

Investimento. Se o trabalhador receber o benefício e não tiver nenhuma dívida pendente, o economista aconselha guardar o 13º para se precaver do futuro. “Uma parte do dinheiro recebido deve ser destinada à uma reserva financeira para o caso de uma necessidade inesperada, você tenha um recurso e não precise recorrer a um sistema de crédito”, afirma o especialista.

Apenas 8% dos trabalhadores almejam destinar o benefício para a compra de presentes no natal

Como o JM Online já vem adiantando para o leitor, o natal este ano deve ser mais magro. A pesquisa apontou redução de 27,27% de 2014 para 2015 no número de consumidores que pretendem utilizar parte do benefício para a compra de presentes, comprovando a dificuldade que as pessoas estão sentindo com a crise e, claro, preocupação com os gastos neste ano.

Ainda são muitos os trabalhadores que desejam presentear os entes queridos neste fim de ano, porém mais conscientes com relação aos presentes que podem ser mais utilizados. Cerca de 75% demonstraram interesse na compra de roupas, 73% nos celulares e, em terceiro lugar, na compra de produtos eletroeletrônicos e eletro portáteis, 65%.

“As pessoas estão vendo que a situação está difícil com inflação alta e baixas perspectivas de crescimento, por isso, estão adotando um comportamento conservador, o que é muito positivo. O ideal seria que as pessoas gastassem mais, mas como o País não está oferecendo isso, as pessoas se defendem dessa forma”, pontuou. Mesmo assim, o especialista encara a conjuntura como um crescimento e amadurecimento geral. “É preciso que as pessoas enxerguem isso e vejam que tem jeito de a gente voltar a crescer futuramente”, finaliza.

O levantamento feito pela Anefac destaca, ainda, que 90% dos consumidores pretendem gastar até R$500 no natal, contra 87% apresentados em 2014. Apenas 10% dos trabalhadores questionados assumiram que esperam gastar mais de R$500 no presente natalino.

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