BENEFÍCIO

Defesa de Bolsonaro repete pedido de domiciliar citando Collor e risco de piora no quadro de saúde

Equipe médica programou alta de Bolsonaro para quinta-feira (1º/1), e, se ministro não conceder domiciliar, ex-presidente retornará para Superintendência da PF

O Tempo
Publicado em 31/12/2025 às 18:48
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Hospital DF Star terá vigilância permanente da PF durante a internação de Bolsonaro (foto) (Foto: Agência Brasil/EBC)

Hospital DF Star terá vigilância permanente da PF durante a internação de Bolsonaro (foto) (Foto: Agência Brasil/EBC)

Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, após receber alta médica. Internado no dia 24 para uma cirurgia de hérnia inguinal, Bolsonaro terá alta no Hospital DF Star nesta quinta-feira (1º/1), conforme expectativa do cirurgião-geral Claudio Birolini, que chefia a equipe de cuidados com o ex-presidente.

O advogado Paulo Cunha Bueno defende que o benefício da prisão domiciliar concedido ao também ex-presidente Fernando Collor de Mello e o risco de piora no quadro de saúde de Bolsonaro são suficientes para justificar a mudança no regime de prisão. "Após as intervenções cirúrgicas a que o presidente Bolsonaro foi submetido nos últimos dias, e diante do novo quadro de saúde, a defesa acaba de realizar o protocolo de novo pedido de prisão domiciliar", afirma Bueno. "Considerando, a um só tempo, a atualização e agravamento do quadro médico e o paradigma da recente concessão do mesmo benefício ora pleiteado ao presidente Fernando Collor de Mello", acrescenta.

O defensor cita, no pedido, um trecho do relatório assinado por Birolini e pelo médico Leandro Echenique. "Considerando a idade do paciente e as comorbidades conhecidas e documentadas, salientamos que a não adoção das medidas relacionadas ou o agravamento das condições clínicas descritas, poderá causar o risco de incidência de sérias complicações", recomendam os médicos. Ainda conforme a defesa, os cuidados necessários não poderiam ser adotados na Superintendência da PF.

Situação médica

A equipe médica do Hospital DF Star mantém a alta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) programada para acontecer na manhã de quinta-feira. A transferência da unidade hospitalar em Brasília para a Superintendência da Polícia Federal (PF) dependerá diretamente da Justiça e da polícia penal. O cirurgião Cláudio Birolini ressaltou que os médicos têm acesso liberado ao ex-presidente na carceragem da PF, mas, endossou que serão feitas recomendações à superintendência para manutenção dos cuidados necessários com o quadro de saúde de Bolsonaro.

Internado no dia 24 para uma cirurgia de hérnia inguinal, Bolsonaro passou por uma bateria de exames nos últimos sete dias que registraram picos de pressão arterial, manutenção dos quadros de gastrite e esofagite, episódios intensos de soluço e apneia do sono severa. Os médicos deram prioridade ao tratamento para controle da pressão e para reduzir os soluços. O ex-presidente também começou a dormir com CPAP, um aparelho de uso contínuo que trata a apneia obstrutiva enquanto o paciente dorme à noite. Para melhora do quadro clínico, os médicos também prescreveram antidepressivos para Bolsonaro.

Em relação aos soluços, foram feitos testes com o bloqueio do nervo frênico. Foram três intervenções em centro cirúrgico desde sábado (27/12) para interromper os soluços, não tão eficientes quanto os médicos esperavam. "Notamos que o bloqueio diminuiu a intensidade dos soluços, mas não cessou. O que mostra? Mostra que o estímulo não é do pescoço para baixo, mas do pescoço para cima, e provavelmente de origem no sistema nervoso central", explicou Birolini nesta quarta-feira.

"Não adianta fazer o bloqueio definitivo do nervo, o que nos leva a entender que o manejo desses soluços deva ser feito de forma medicamentosa... Aí você tem recrutamento do diafragma, aprender à base de fonoaudiologia, hipnose... Sã outros recursos que eventualmente podem ser utilizados", completou. Os médicos descartam, neste momento, procedimentos mais invasivos para correção dos soluços. Birolini e o cardiologista Brasil Caiado continuarão a observar o ex-presidente após o retorno dele à Superintendência da PF, onde Bolsonaro cumpre sentença por golpe de Estado.

"Temos algumas limitações, mas, eu e o doutor Claudio estamos liberados para frequentar, para visitar o paciente em qualquer horário do dia. Claro que não são as condições ideiais, mas, é o que nós temos. E, nessas condições, procuraremos fazer o melhor possível", afirmou Caiado. Os médicos ressaltaram que Bolsonaro aderiu melhor à dieta prescrita para redução dos soluços desta vez, e também tem respondido bem ao tratamento da apneia com o CPAP. A tendência é que ele continue o uso do equipamento respiratório após a alta hospitalar.

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