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Defesa de Lula terá 48h para entregar recibos originais de aluguel

Juiz Sérgio Moro negou pedido da defesa do petista em entregar os recibos em audiência com a presença de peritos

Publicado em 13/10/2017 às 14:43Atualizado em 16/12/2022 às 09:51
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 Titular da 13ª Vara Federal, em Curitiba/PR, juiz Sérgio Moro deu um prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente Lula entregue na sede da Justiça Federal na capital paranaense os recibos originais de aluguel do apartamento vizinho ao que o petista mora atualmente. Segundo o Ministério Público Federal, o apartamento 121 do edifício Hill House em São Bernardo do Campo teria sido alugado com recursos provenientes da Odebrecht.

A defesa do ex-presidente havia solicitado, no entanto, que a entrega dos documentos ocorresse em audiência formal e com a presença de peritos que pudesse constatar o estado dos recibos e a "ausência de rasuras". Contudo, nesta sexta-feira (13), o juiz Sérgio Moro entendeu ser desnecessária a audiência formal e a presença de peritos, determinando a entrega do material na secretaria da Justiça Federal.

“A defesa tem a posse dos recibos e pode extrair cópias antes de entregá-los, o que já é medida suficiente para prevenir qualquer chance de adulteração superveniente, ainda que seja surpreendente que isso seja aventado pela defesa”, diz o despacho assinado pelo juiz federal.

Ainda hoje a defesa de Lula informou que fará a entrega dos documentos, sem, no entanto, deixar de criticar a determinação judicial.

Vizinhos. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comprou o apartamento 122 do edifício Hill House em São Bernardo do Campo em 2000 e, por questão de segurança, alugou o imóvel vizinho durante os oito anos que exerceu mandato presidencial. No final de 2010 o apartamento foi colocado à venda e seu novo proprietário foi Glaucos Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. O Ministério Público Federal sustenta que a compra do apartamento tenha ocorrido a partir de recursos da empreiteira Odebrecht. À Justiça, Costamarques afirmou ter assinado todos os recibos referentes a 2015 de uma só vez, além de afirmar não ter recebido os valores referentes ao período entre 2011 e 2015, enquanto Bumlai já estava preso. No dia após a prisão dele, Costamarques teria recebido a visita do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, em um hospital, afirmando que os valores seriam pagos e pouco tempo após, o contador João Leite Muniz que, a pedido de Teixeira, teria levado os recibos para colher a assinatura.

*Com informações de O Globo

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