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Descarrilamento da FCA completa dez anos e área segue monitorada

Não há risco para o abastecimento de água, afirma a promotora do Meio Ambiente, Claudine Lara Aurélio Bettarello, sobre a área onde ocorreu o descarrilamento

Daniela Brito
Publicado em 11/06/2013 às 00:26Atualizado em 19/12/2022 às 12:32
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“Não há risco para o abastecimento de água”, afirma a promotora do Meio Ambiente, Claudine Lara Aurélio Bettarello, sobre a área onde ocorreu o descarrilamento com o trem da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). O desastre ambiental, que completou dez anos ontem, contaminou o solo com 720 toneladas de resíduos e produtos químicos e atingiu, inclusive, o córrego Alegria – um dos afluentes do rio Uberaba.   No entanto, existe um trabalho que visa a acompanhar todos os efeitos decorrentes do acidente ambiental. A promotora revela que a área, de aproximadamente 2.500 hectares, é de acesso restrito por ser considerada de conflito e vem sendo monitorada constantemente pela FCA. Ela informa que são feitas análises com amostras da água e do solo. Todos os relatórios são encaminhados ao Ministério Público Estadual. “Todos os laudos são avaliados por um perito”, afirma.   Além disso, ela informa que o inquérito civil, composto por todos os laudos de monitoramento, está disponível para consulta. Aos autos somam 38 volumes e quase nove mil páginas. Na época, o desastre ambiental culminou em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o MPE, FCA e Prefeitura de Uberaba.

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