Não há risco para o abastecimento de água, afirma a promotora do Meio Ambiente, Claudine Lara Aurélio Bettarello, sobre a área onde ocorreu o descarrilamento
“Não há risco para o abastecimento de água”, afirma a promotora do Meio Ambiente, Claudine Lara Aurélio Bettarello, sobre a área onde ocorreu o descarrilamento com o trem da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). O desastre ambiental, que completou dez anos ontem, contaminou o solo com 720 toneladas de resíduos e produtos químicos e atingiu, inclusive, o córrego Alegria – um dos afluentes do rio Uberaba. No entanto, existe um trabalho que visa a acompanhar todos os efeitos decorrentes do acidente ambiental. A promotora revela que a área, de aproximadamente 2.500 hectares, é de acesso restrito por ser considerada de conflito e vem sendo monitorada constantemente pela FCA. Ela informa que são feitas análises com amostras da água e do solo. Todos os relatórios são encaminhados ao Ministério Público Estadual. “Todos os laudos são avaliados por um perito”, afirma. Além disso, ela informa que o inquérito civil, composto por todos os laudos de monitoramento, está disponível para consulta. Aos autos somam 38 volumes e quase nove mil páginas. Na época, o desastre ambiental culminou em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o MPE, FCA e Prefeitura de Uberaba.