INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Desembargador esquece comando de IA em decisão que absolveu réu por estuprar criança de 12 anos

Desembargador Magid Nauef Láuar manteve frase pedindo para inteligência artificial melhorar parágrafo em documento de 60 páginas

Luiz Otávio Barbosa/O Tempo
Publicado em 25/02/2026 às 07:59
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Decisão do desembargador Magid Nauef Láuar (foto) repercutiu em todo o Brasil (Foto/Reprodução/Redes Sociais)

A decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) que absolveu um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos continha um comando (prompt) para o uso de inteligência artificial (IA). O relator do caso, o desembargador Magid Nauef Láuar, manteve no documento final a instrução para a ferramenta "melhorar a exposição e fundamentação" de um trecho do seu voto.

Confirmado por O TEMPO, a decisão mostra o parágrafo original e, logo abaixo, a versão reescrita pela ferramenta tecnológica. "Agora melhore a exposição e fundamentação deste parágrafo", dizia o comando deixado na página 45 do acórdão.

A absolvição causou repercussão nacional por contrariar o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece que o consentimento da vítima não afasta o crime de estupro de vulnerável contra menores de 14 anos. Além disso, o desembargador Láuar já é alvo de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por denúncias de abuso sexual.

Investigação e Repercussão

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) anunciou que pretende recorrer da decisão aos tribunais superiores caso a absolvição seja mantida. O relator alegou que o réu e a vítima possuíam um "vínculo afetivo consensual", argumento que foi rebatido pela desembargadora Kárin Emmerich, voto vencido na 9ª Câmara Criminal.

O TEMPO entrou em contato com o TJMG e aguarda retorno. 

Fonte: O Tempo

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