Suspeita ocorre, geralmente, aos 18 meses, quando os pais se preocupam com o atraso na fala. Prevalência é maior em meninos
Foto/Sandro Neves
A neurologista pediátrica Ana Carolina Tristão explica que a suspeita do TEA ocorre, geralmente, aos 18 meses
O mês de abril é voltado para a conscientização do Autismo. De acordo com a médica neurologista pediátrica Ana Carolina Tristão Silva, a prevalência do autismo aumentou consideravelmente, sendo mais frequente em meninos. Ela explica que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma doença que envolve uma desordem global do desenvolvimento, caracterizada por mudanças na interação social, comunicação e no comportamento.
“É necessária alteração nessas três áreas para a conclusão diagnóstica”, afirma.
Ana Carolina diz que a suspeita do TEA ocorre geralmente aos 18 meses, quando os pais se preocupam com o atraso da fala e passam a investigar as causas. Contudo, a neurologista salienta que nem sempre é possível fazer o diagnóstico nessa fase, mas é identificada, por exemplo, a dificuldade de interação – falta de desejo ou necessidade de estar perto do outro.
Receber o diagnóstico de autismo de um filho é como embarcar rumo a um universo novo. A médica reconhece que ter contato com a criança autista não é fácil, mas evitar barulhos excessivos e ter uma aproximação mais sutil colabora para essa aproximação. “O contato através do olhar costuma ser inexistente. Ter cuidado com o toque é fundamental, já que, para muitos, o toque é interpretado como uma sensação indesejada”, alerta.
O tratamento é realizado com terapias multidisciplinares e, se necessário, medicamentosa. “Quanto mais precoce, melhor o desenvolvimento da criança. Em torno de 15% desses indivíduos são capazes de ter uma vida próxima do normal, de maneira autossuficiente, e de 15% a 20%, com funcionalidade razoável, com a terapia de suporte”, garante a especialista, ressaltando a importância do acompanhamento médico e da participação do neuropediatra para o diagnóstico preciso e tratamento adequado.