Ministério Público instaurou ontem procedimento investigatório para apurar a dilatação do prazo para a fiscalização dos serviços de mototáxi no município
Ministério Público instaurou ontem procedimento investigatório para apurar a dilatação do prazo para a fiscalização dos serviços de mototáxi no município. A medida é decorrente de representação feita pelo Sindicato dos Mototaxistas, Motoboys e Motofrete de Uberaba. A entidade é contra o adiamento da fiscalização por conta do não preenchimento do número de permissões. De 600 placas colocadas para licitação, foram vendidas apenas 227. Com isso, o prefeito Paulo Piau (PMDB) autorizou o início da fiscalização após a licitação das 373 placas restantes. Toda a articulação foi intermediada pelo vereador Cléber Humberto Souza Ramos, Cléber Cabeludo (PMDB), durante reunião realizada em fevereiro na sede do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM). Para o Sindimoto, a dilatação do prazo para a fiscalização, atrelada a licitação das placas restantes, além de comprometer a segurança da população ao utilizar os serviços de um mototaxista não credenciado, desestimula a categoria que está regularizada e que promoveu os investimentos necessários dentro do prazo estabelecido pela legislação que regulamenta a atividade. De posse da representação, o promotor José Carlos Fernandes Júnior abriu o procedimento com objetivo de apurar eventual omissão dolosa na fiscalização do serviço de mototáxi no município. De imediato, ele requisitou ao prefeito Paulo Piau (PMDB) e ao comandante do 4º BPM, coronel Ademir Ribeiro de Moura, que prestem no prazo de dez dias úteis todas as informações necessárias a respeito da representação feita pelo Sindimoto. Ambos também terão de noticiar como vem sendo feita a fiscalização do serviço em Uberaba.