Adriana Silva teve seu aparelho de TV furtado e mesmo sendo recuperado, não pode reaver o bem móvel até hoje
Dona-de-casa está indignada com a morosidade da Justiça. Adriana Silva, moradora no bairro Residencial 2000, teve seu aparelho de TV furtado de sua residência há 15 dias e, mesmo sendo recuperado, não pode reaver o bem móvel até hoje.
Ela explica que comprou a TV com muito sacrifício, sendo o único aparelho de sua casa. “Eu comprei e paguei e agora não posso ficar no prejuízo”, afirma Adriana, que esteve no Juizado da Infância e Juventude para reclamar a posse da mercadoria. “Já estive lá várias vezes. Pediram para que eu procurasse a Defensoria Pública e entrasse com um processo. Fiz tudo que me mandaram e agora não sei mais a quem recorrer”, lamenta a dona-de-casa, ressaltando que só conseguiu um advogado após chorar muito na Defensoria.
Segundo Adriana, sua TV foi furtada por um menor, vizinho dela, no dia 18 de fevereiro. Após descobrir o paradeiro do aparelho, ela acreditava que teria o produto de volta. “O promotor não resolve nada”, afirma, indignada, principalmente pelo fato de o menor estar solto, como se nada tivesse acontecido. “Para ladrão, a gente chama a polícia, e para a Justiça, quem a gente chama?” – indaga, nervosa, por mais uma vez ter ido ao Juizado e voltar de mãos vazias.
No Juizado, a explicação é de que o processo está tramitando normalmente. Segundo a escrivã Maria de Fátima, o processo deu entrada antes do recesso de carnaval. Entretanto, com os feriados prolongados, ainda não foi possível a análise do promotor. Mas, segundo ela, existem os trâmites legais e os prazos que valem para os mais de 2.500 processos que devem andar mais ou menos juntos.
O promotor da Infância e Juventude, André Tuma, estava em audiência e não pôde atender à reportagem.