Mais uma vez, proprietários de autoescolas de todo o país se sentem inseguros com a resolução, que obriga a utilização de simulador de direção veicular a partir de 1º de janeiro de 2016
A obrigatoriedade do uso do simulador de direção veicular nas autoescolas se arrastava desde novembro de 2012, gerando incertezas aos fabricantes e, principalmente, aos proprietários de autoescolas de todo o País. Agora, a determinação é do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran), que obriga a utilização do simulador a partir de 1º de janeiro.
De acordo com o responsável pelo Centro Avançado de Formação de Condutores da cidade, Paulo Alexandre Teixeira, a expectativa gira em torno dos fabricantes que, por diversas vezes, alegaram não conseguir atender à demanda. “Todos os empresários do segmento têm dificuldades em atender a resolução, não por falta de condições, mas porque as fábricas alegam que têm o produto de pronta entrega, e quando você fecha o contrato eles pedem de 30 a 60 dias”, explicou.
Insegurança jurídica. Paulo destaca a vulnerabilidade da resolução. “Como você adquire um produto desse porte, se a resolução pode cair da mesma maneira que caiu o extintor de incêndio? O problema é que ainda não temos certeza se isso vai realmente acontecer, porque existem vários movimentos por iniciativa de deputados que planejam derrubar essa medida”, questiona o proprietário.
Entretanto, Paulo afirma que as autoescolas da cidade irão atender as normas e adquirir, inicialmente, um único aparelho para a cidade. “Se eu invisto em cinco ou seis aparelhos para atender toda a cidade e a resolução cai, o nosso prejuízo é muito grande. Nós temos em Uberaba no mês de janeiro em torno de 200 a 300 matrículas. Para o segundo mês, provavelmente, teremos que comprar outro, mas pelo menos teremos tempo para esperar a consolidação desta determinação”, acredita.
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